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RDC: depois de mais de um ano em cativeiro, enfermeira de MSF está livre

01/09/2014

Na sexta-feira, 29 de agosto, Chantal, um dos quarto membros da equipe de MSF que foram raptados em Kivu do Norte, foi encontrada ilesa. No entanto, a organização permanece sem informações sobre Philippe, Richard e Romy, mais de 13 meses depois de seu desaparecimento.



Profissionais de MSF ficaram profundamente emocionados e aliviados ao saberem da fuga de Chantal Kaghoma Vulinzole, que havia sido raptada com outros três de seus colegas em 11 de julho de 2013, durante um ataque a Kamango, atribuído ao grupo ADF-NALU. Chantal, enfermeira de Goma, era integrante da equipe de emergência que desapareceu durante a realização de uma avaliação das instalações de saúde no território de Beni.

Após mais de 13 meses em cativeiro, sob condições difíceis, Chantal pôde fugir e encontrar as tropas, aproveitando-se das operações militares contra a ADF-NALU. Ela foi encontrada fraca e magra, na sexta-feira e retornou, em segurança, para Beni, acompanhada das Forças Armadas congolesas. “É um alívio imenso para a família, os amigos e todos os colegas de Chantal saber que ela está viva e entre nós novamente”, afirma Mégo Terzian, presidente de MSF na França.

Não tem sido possível estabelecer contato com os demais três membros da equipe congolesa, apesar dos esforços despedindos por MSF e das pistas que foram seguidas na República Democrática do Congo e nos países vizinhos. “Chantal se separou de seus três colegas e não teve mais contato com eles desde que escapou”, explicou Benoît Leduc, coordenador da célula de crise de MSF em Paris. “Nossa busca continua, agora que o grupo ADF está disperso e, provavelmente, desorganizado.”

Ao longo do tempo, uma série de portas foram abertas e fechadas, mas não foi possível obter prova de vida ou acesso direto às pessoas que estão com os colegas. “As pessoas estão dispostas a nos ajudar, mas sempre que parece que estamos próximos, nossos contatos reportam obstáculos de última hora ou aqueles que têm o poder de libertar os reféns promovem uma reviravolta”, conta Benoît Leduc.
 
Mais de um ano após o desaparecimento dos nossos colegas, MSF está emocionada com a volta de Chantal. Continuamos concentrando esforços para encontrar Philippe, Richard e Romy. Dadas as dificuldades que enfrentamos, MSF pede a ajuda de qualquer um que possa ter informações sobre o paradeiro de seus colegas, ou que possa auxiliar no estabelecimento de contato com eles. Para salvar a vida de todos os reféns e aliviar a dor das famílias, MSF está lançando um pedido por assistênia e pedindo àqueles que mantêm detidos os reféns que os liberem imediatamente.

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