Você está aqui

Psicóloga paulista trabalha em projeto de HIV/Aids em Moçambique

29/02/2008
Elaine Teixeira está há oito meses em Maputo, de onde escreverá seu diário de bordo contando sobre seu trabalho com Médicos Sem Fronteiras

Cuidar de pacientes com HIV/Aids não é nenhuma novidade para a psicóloga paulista Elaine Teixeira, de 33 anos. Após trabalhar por dez anos com organização não governamental Grupo de Incentivo à Vida (GIV), ela decidiu enfrentar um novo desafio: trabalhar com pacientes soropositivos do projeto de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Moçambique. A partir desta quarta-feira, ela conta um pouco de sua experiência em seu Diário de Bordo.

"Com todas suas carências, o Brasil tem um dos melhores programas de HIV/Aids do mundo e eu queria ter outra experiência. Tinha muita vontade de poder oferecer mais para quem mais precisa, como ir à África por exemplo. Fui buscar então uma oportunidade em MSF", conta Elaine.

Sua função é dar apoio psicológico aos pacientes com HIV/Aids. "Estou dando o melhor de mim porque estou em um projeto que considero lindo e muito especial", afirma a psicóloga.

Além de poder ajudar os mais necessitados, Elaine destaca ainda a oportunidade de atuar em uma equipe internacional. "É incrível trabalhar com pessoas de diferentes países e aprender a lidar com a diversidade de modo a conseguir atender ao que para nós é o mais importante: os pacientes, doentes e as pessoas que necessitam da ajuda humanitária".

Vivendo há oito meses em Maputo, Elaine está bem integrada à vida moçambicana. "O país é pobre e isso é duro de ver, pois quem sofre é o povo. Mas eu estou muito adaptada aqui. Os moçambicanos são muito queridos e alegres, mesmo com todos os problemas que enfrentam", conta.

As saudades de casa também existem, mas são compensadas pelo trabalho. "Sinto muita falta do Brasil, da família e dos amigos. No entanto, aqui posso encontrar coisas que não posso ter no Brasil, como um prazer imensurável de dar o pouco que tenho a quem precisa tanto e, apesar de todas as carências das pessoas, receber muito em troca", diz.