Pelo menos dez pessoas são mortas em mais um ataque a hospital no Sudão

Incidente ocorreu durante uma campanha de vacinação infantil

©Frederic Seguin/MSF

Nesta quinta-feira, dia 2 de abril, ataques com drones, supostamente realizados pelas Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), tiveram como alvo o Hospital Al-Jabalain, no estado do Nilo Branco, na região sul do Sudão. 

Houve dois ataques: um atingiu o centro cirúrgico e o outro, a maternidade. Essa agressão inaceitável resultou em pelo menos 10 mortes, incluindo sete profissionais de saúde, alguns dos quais já haviam trabalhado com Médicos Sem Fronteiras (MSF). O ataque é ainda mais terrível por ter ocorrido durante uma campanha de vacinação infantil.  

“Mais uma vez, no Sudão, a assistência à saúde foi atingida em seu coração”, afirmou Esperanza Santos, coordenadora-geral de emergências de MSF no Sudão. “Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, incluindo nossos ex-colegas.” 

Como parte da resposta de emergência ao ataque, MSF está fornecendo combustível para permitir que quatro ambulâncias do Ministério da Saúde local transfiram pacientes de Al-Jabalain para Kosti, a cerca de 80 quilômetros de distância. Pelo menos 19 feridos já foram transferidos. Também fornecemos kits para atendimento de vítimas em massa e material de curativo para apoiar o Hospital Universitário.  

Em 20 de março, um ataque mortal realizado pelas Forças Armadas do Sudão (SAF, na sigla em inglês), que teve como alvo o Hospital de El-Daein, em Darfur Oriental, já havia resultado na morte de 70 pessoas, incluindo 15 crianças. Na ocasião, MSF enviou um caminhão com suprimentos médicos para ajudar o hospital a cuidar das vítimas. 

MSF rechaça veementemente esses ataques repetidos contra o sistema de saúde, que se intensificaram perigosamente nas últimas semanas. “Instalações, profissionais médicos e pacientes devem ser sempre protegidos. Apelamos às partes envolvidas no conflito para que interrompam imediatamente essa espiral de violência contra as instalações médicas”, disse a coordenadora de MSF. 

Compartilhar

Relacionados

Como ajudar