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MSF reforça operações no Mar Mediterrâneo

12/06/2015
Novo barco da organização terá 18 profissionais a bordo para prestar assistência às pessoas resgatadas

Foto: MSF/Juan Carlos Tomasi

Um terceiro barco de busca, resgate e ajuda médica, com equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) a bordo, irá prestar assistência às pessoas tentando chegar à Europa pelo Mar Mediterrâneo em uma tentativa de escapar da guerra, perseguição e pobreza em seus países.

“O que estamos testemunhando no Mar Mediterrâneo é uma crise humanitária”, diz Paula Farias, gestora operacional do barco de MSF, chamado Dignity I. “Esse projeto de resgate pode parecer diferente de nossas atuações usuais, porque acontece no mar, mas a nossa prioridade é a mesma que no Sudão do Sul ou na Síria: salvar vidas.”

O Dignity I tem uma tripulação de 18 pessoas, incluindo profissionais médicos. A embarcação de 50 metros deixou o porto de Barcelona em 13 de junho e tem capacidade para receber 300 resgatados.

Esse barco reforçará as operações de busca e resgate de MSF no Mar Mediterrâneo. O MY Phoenix, operado pela organização Migrant Offshore Aid Station (MOAS), que tem equipes de MSF a bordo para oferecer cuidados pós-resgate, foi lançado em 2 de maio e, até agora, resgatou 1.789 pessoas. O Bourbon Argos, operado exclusivamente por MSF, iniciou operações uma semana depois, em 9 de maio e, até o momento, resgatou 1.242 pessoas. 

Na Itália, onde desembarcam quase todos as pessoas resgatadas, MSF fornece cuidados médicos no centro de recepção de Pozzallo, cidade da província de Ragusa, na Sicília, e fornece apoio psicológico em todos os centros de recepção secundários da mesma província. A equipe de suporte psicológico urgente, composta por mediadores culturais e um psicólogo, pode ser posicionada em diferentes portos de desembarque na Itália em até 72 horas após receber um alerta de necessidades psicológicas severas.

“É provável que o número de pessoas tentando cruzar o Mediterrâneo aumente ainda mais nas próximas semanas com o clima de verão estabilizado”, diz Paula Farias. “Precisamos de uma operação forte para conseguirmos ajudá-las e evitar que o Mediterrâneo se torne um cemitério.”

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