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MSF encerra atividades no Complexo do Alemão

26/11/2009
Ao longo de mais de dois anos foram realizadas cerca de 19 mil consultas médicas, 2 mil atendimentos psicológicos e 650 resgates de ambulância

Após mais de dois anos de atuação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, Médicos Sem Fronteiras (MSF) encerra as atividades da Unidade de Emergência Médica e Psicológica localizada na comunidade da Fazendinha.

Durante o período em que atuou na comunidade, a equipe de MSF atendeu majoritariamente pacientes com problemas de saúde primária, tendo realizado mais de 19 mil consultas médicas. Além disso, prestou também atendimento emergencial, com 650 resgates de ambulância, e ofereceu cuidados de saúde mental a 2 mil pacientes. A maioria destes atendimentos foi composta por mulheres adultas apresentando quadros depressivos, ansiosos e psicossomáticos (aproximadamente 47%), e crianças e adolescentes com problemas de aprendizagem e agressividade (aproximadamente 43%).

A unidade de saúde do Complexo do Alemão foi aberta em 2007, para responder à preocupação de MSF com relação às necessidades médicas e psicológicas da população do local. Somou-se a isso à constatação da falta de serviços médicos dentro da comunidade, entre os quais o resgate de pacientes com o uso de ambulância.

A unidade de saúde do Complexo do Alemão, a exemplo de outras que MSF abriu em outras comunidades do Rio de Janeiro, deveria ser retomada pela Prefeitura, segundo acordo assinado em 2008. Com o descumprimento do acordo por parte da Prefeitura, MSF, uma organização que não se propõem a substituir o poder público, se vê obrigada a dar fim às atividades ao final de novembro deste mês, como previsto desde o início do projeto.

Ao longo das últimas semanas, MSF vem orientando os pacientes com doenças crônicas atendidos por suas equipes para que procurem os serviços adequados do Sistema Público de Saúde, devidamente indicados. Foram distribuídos ainda guias de saúde, indicando os tipos de serviços disponíveis na região, resultado das informações adquiridas por nossa equipe durante dois anos de encaminhamentos de pacientes para as diferentes estruturas de saúde pública localizadas nas proximidades da unidade, como postos do Programa de Saúde da Família (PSFs), Unidades de Pronto-atendimento (UPAs) e hospitais.