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MSF dá assistência a vítimas de terremotos no Paquistão

30/10/2008
Em Ziarat, 50 mil pessoas foram severamente atingidas. Maioria das áreas afetadas está a mais de 2 mil metros acima do nível do mar

Ontem, uma equipe de Médicos Sem Fronteiras (MSF) alcançou a região de Ziarat, a área mais severamente afetada pela série de terremotos. A força do terremoto destruiu a maioria das casas construídas com argila e as pessoas foram forçadas a dormir do lado de fora no frio. Aproximadamente 150 mil pessoas moram no distrito de Ziarat, situado em uma vasta área montanhosa cerca de 75km ao norte de Quetta, com uma população de mais ou menos 50 mil severamente afetada.

MSF montou imediatamente uma clínica 24 horas para tratar feridos – principalmente cortes e machucados. A equipe despachou cobertores, kits de cozinha, penicos, tendas e sacos de dormir dos estoques da organização em Islamabad. Um grande tremor tardio ocorreu na quarta-feira ao anoitecer, quando muitas pessoas estavam em funerais enterrando seus mortos.

A principal preocupação de MSF é conseguir acesso a pessoas vivendo em pequenas comunidades em locais mais altos das montanhas e em oferecer cuidados médicos e itens de emergência. A maioria das áreas afetadas é mais de dois mil metros acima do nível do mar e tem noites frias, quase congelantes. Muitas pessoas estavam dormindo a céu aberto, com medo de mais tremores.

Hoje, uma equipe de MSF retorna para ajudar as pessoas em Khan Killi, uma segunda equipe avança no distrito de Pishin para avaliar a situação e uma terceira equipe móvel explora outros assentamentos, trata feridos e distribui itens de emergência.

Aparentemente é um terremoto localizado. No entanto, o montanhoso distrito de Ziarat foi fortemente afetado e ainda há áreas que não foram alcançadas pela ajuda emergencial. O coordenador do projeto Stephen Cooper descreve: "as pessoas estão dando seu melhor para se virar. Algumas áreas foram severamente atingidas, mas a extensão total da destruição parece estar limitada a um raio de 25 ou 30km. Mesmo assim, continuamos a procurar aqueles que foram mais afetados e oferecer a ajuda adequada."