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MSF chama a atenção para Noma, uma doença esquecida

14/11/2019
A doença afeta principalmente crianças com sistema imunológico baixo
MSF chama a atenção para Noma, uma doença esquecida

Foto: Adavize BAIYE/MSF

Novembro é o “mês de Noma”, dedicado a conscientizar sobre esta doença negligenciada que afeta algumas das comunidades mais vulneráveis do mundo. Este mês, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) se juntará a outras organizações internacionais que trabalham na Nigéria para aumentar a conscientização e os recursos para combater o Noma.  

Noma é uma infecção bacteriana gangrenosa e desfigurante que devora o tecido facial, causando dor, desconforto e discriminação. Apesar de ser evitável e tratável, muitos pacientes com a doença acabam morrendo. Noma afeta principalmente crianças com um sistema imunológico baixo que vivem nas comunidades mais pobres e remotas. Está associado à desnutrição e sarampo, à falta de higiene bucal e ao acesso limitado a vacinas e cuidados de saúde.

No terceiro Dia Nacional do Noma na Nigéria, a ser comemorado em 18 de novembro de 2019, MSF está co-organizando, com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), um workshop técnico de um dia a ser realizado em Abuja. Após o sucesso do segundo workshop do Dia de Noma do ano passado, realizado em Abuja e co-organizado com os mesmos parceiros, MSF está otimista com a determinação de todas as organizações envolvidas em alcançar os objetivos estabelecidos nos workshops de 2017 e 2018.

Durante todo o mês de novembro, MSF dará visibilidade à doença e seus sobreviventes, apoiando uma turnê nacional do documentário Restoring Dignity (Restaurando a Dignidade, em português), filmado durante um ano no Hospital Infantil de Sokoto, onde MSF e o Ministério da Saúde tratam crianças e adultos afetados pelo Noma. O filme será exibido em 10 locais diferentes em todo o país em parceria com a Embaixada da França na Nigéria e da Aliança Francesa.

Restoring Dignity também foi selecionado para o Africa International Film Festival (AFRIFF) em Lagos, onde foi exibido em 13 de novembro. A exibição contou com a presença de Philip Aruna, coordenador-geral de MSF na Nigéria; Mulikat, um ex-paciente de Noma que agora trabalha com MSF no Hospital Infantil de Sokoto; e Claire Jeantet, que co-dirigiu o documentário.

MSF apoia um programa dedicado ao tratamento de Noma no Hospital Infantil de Sokoto ao lado do Ministério da Saúde desde 2014. Quatro vezes por ano, para o gerenciamento de casos de pacientes com Noma, MSF envia cirurgiões plásticos e maxilofaciais, enfermeiras e anestesistas para trabalhar com especialistas nigerianos em cirurgia reconstrutiva do Hospital Infantil de Sokoto. Além disso, MSF oferece atendimento psicossocial, suporte nutricional e fisioterapia para pacientes e seus familiares. Desde agosto de 2015, o programa realizou mais de 500 cirurgias gratuitamente para mais de 280 pacientes de Noma. Na comunidade, as equipes de MSF realizam atividades de promoção de saúde, procuram ativamente as pessoas afetadas pela doença e garantem que os pacientes recebam acompanhamento após receber alta do hospital.
 

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