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MSF abre nova missão no Paquistão

27/11/2003
Nova missão de MSF no Paquistão vai oferecer ajuda à saúde para os 48.000 refugiados que vivem no campo de Mohammad Kheil e para os 30.000 que vivem no campo de Chaman, além de outros campos localizados no Afeganistão.

“Existem mais demandas no Paquistão que precisam ser atendidas do que imaginávamos,” disse Willem de Jonge, Coordenador de MSF na capital Islamabad. “No início do próximo ano, assumiremos três postos de saúde num campo de refugiados próximo Mohammad Kheil, onde existem 48.000 pessoas. Muitos deles estão lá desde a tomada do poder pelos Soviéticos em 1980, mas a maioria chegou após os ataques liderados pelos americanos há dois anos. Caso os campos de Chaman fechem em meados do ano que vem, outros 30.000 refugiados deverão buscar abrigo neste acampamento.”

A equipe de MSF vai administrar os projetos próximos a Chaman, e nos campos do outro lado da fronteira próximos a Spin Boldak, no Afeganistão. Eles também iniciarão novas intervenções no campo de refugiados de Mohammad Kheil, ao sul de Quetta, e num hospital na Província da Fronteira Noroeste (PFN).

“Estamos propondo iniciar o trabalho no hospital de Shasho, na cidade de Sada, na PFN, no próximo ano, junto com uma ONG local,” disse de Jonge. “Pretendemos assumir a ala pediátrica. Um ponto importante aqui é que estaremos trabalhando para a população local também, ao invés de oferecermos ajuda ‘apenas’ para os refugiados, o que deve melhorar a aceitação da comunidade.”

“Em Spin Boldak estamos pensando em reabrir o hospital. Os casos urgentes agora estão sendo referenciados para Kandahar, a três horas numa estrada em péssimas condições.”

“Os sentimentos em algumas áreas no Paquistão em relação a ONGs internacionais ainda são confusos. Tanto em Baluchistan – onde estão localizados os campos de Mohammada Kheil e Chaman – quanto na PFN existe muita desconfiança. No entanto, em Baluchistan conseguimos ganhar a confiança por meio do nosso trabalho. Na PFN este não é o caso, embora estejamos trabalhando nos distritos mais acessíveis.”

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