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Milhares de refugiados da República Democrática do Congo cruzam a fronteira com o Burundi

01/07/2004
Duas clínicas móveis de MSF já foram deslocadas para a região e um centro de tratamento de cólera e áreas de isolamento foram criados para atender vítimas da doença. Até agora quatro casos de cólera já foram confirmados.

Milhares de pessoas fugiram da República Democrática do Congo (RDC) e cruzaram a fronteira com o Burundi por causa dos conflitos na região leste do país. Os refugiados estão ficando num campo de refugiados que já existia e em dois outros locais nos arredores de Cibitoke, Burundi.

MSF já deslocou para lá duas clínicas móveis para oferecer assistência aos refugiados congoleses, e já estabeleceu um centro de tratamento de cólera no hospital de Cibitoke e áreas de isolamento em ambos os campos após terem sido confirmados quatro casos da doença. Devido à essa situação relacionada à cólera, o plano inicial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) de retirar os refugiados da fronteira poderá ser atrasado.

O fluxo de refugiados da RDC é contínuo. Rumores de que os refugiados congoleses estão se amontoando no lado congolês da fronteira não podem ser confirmados já que a área está inacessível no momento.

Uma equipe retornou para Bukavu na semana passada. Esta equipe se retirou da cidade no final de maio após um aumento da insegurança. A retirada foi uma surpresa já que Bukavu é normalmente um local estável para MSF e esta estabilidade foi uma motivação importante para a decisão recente de se iniciar um programa de tratamento do HIV/aids com anti-retrovirais.

A retirada de MSF levantou uma preocupação imediata de como dar continuidade, de forma apropriada, ao programa de HIV/aids. Felizmente, o programa não foi interrompido já que os profissionais nacionais de ajuda humanitária, que permaneceram em Bukavu, deram continuidade ao projeto. A adesão ao tratamento está sendo considerada acima das expectativas se analisarmos a situação de insegurança e incerteza.

MSF também tentou oferecer alternativas para as pessoas que escolheram fugir da área. Três pacientes de Bukavu, que fugiram para Ruanda, pegaram seus anti-retrovirais em um projeto de MSF em Ruanda, após ouvirem no rádio que isso seria possível.

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