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Médicos Sem Fronteiras leva ajuda humanitária à população afetada pelo terremoto no Irã

28/02/2005
MSF está oferecendo assistência num vilarejo que foi 95% destruído e uma clínica móvel percorre outras áreas afetadas. Três mil pessoas serão beneficiadas por essas atividades. Já foram enviadas à região, duas toneladas de medicamentos e outros materiais

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) enviou material de saúde para a população mais afetada pelo terremoto que atingiu mais de 30 mil pessoas nas regiões montanhosas de Zarand, no Irã, no dia 22 de fevereiro.

Em parceria com as autoridades iranianas de saúde, uma equipe de MSF está trabalhando no centro de saúde de Hotkan, onde mais de 100 famílias vivem. Este vilarejo montanhoso, a 45 minutos da cidade de Zarand, está localizado próximo ao epicentro do terremoto e foi 95% destruído. Um médico e um enfermeiro de MSF já realizaram mais de 50 consultas desde o dia 25 de fevereiro. Uma outra equipe de MSF, também formada por um médico e por um enfermeiro, está realizando consultas por meio de uma clínica móvel em outras áreas afetadas, como Babgohar e Sarbagh, a 30 minutos de distância. MSF também iniciará a distribuição de materiais de primeiras necessidades para estas populações, juntamente com o Red Crescent Iraniano.


A assistência à saúde e o material de ajuda humanitária têm como objetivo atender três mil pessoas consideradas mais vulneráveis, e que vivem em vilarejos isolados afetados pelo terremoto. As vítimas vivem atualmente em tendas, em condições bastante precárias. A neve e o frio nesta região de montanhas podem piorar a saúde desta população já tão fragilizada e que perdeu tudo o que tinha no terremoto.

As duas toneladas de medicamentos e material de saúde e logístico necessárias para o início das atividades foram enviadas de Teerã, Mashad e Zahedan onde MSF mantêm programas de saúde para refugiados afegãos. Após o terremoto que atingiu a cidade de Bam, em dezembro de 2003, material de saúde e logístico vem sendo estocado nessas três cidades para que MSF possa responder com agilidade a emergências como esta.