Você está aqui

Lago Chade: não há para onde ir

22/12/2016
Refugiados e deslocados internos ainda sofrem com fome e violência
Lago Chade: não há para onde ir

Foto: Sara Creta/MSF

Aisha tem oito filhos. “Quando o Boko Haram atacou nosso vilarejo e decidimos deixar nossa casa, eu carreguei meu filho de três meses nas costas. Andamos por três dias antes de chegar a esta região. Estamos no deserto e sem possibilidade de cultivar nada. É muito frio à noite e à nossa volta só há areia e vento. Em Mbodoukafi, a ilha em que estávamos vivendo, as pessoas pescavam, criavam animais e plantavam.”

Ainda que a violência e o número de pessoas fugindo tenham diminuído, muitos dos que se estabeleceram na região do Lago Chade perderam todos os seus pertences e fontes de sustento.

MSF começou a atuar na região do Lago Chade em 2014 e, atualmente, está presente em várias localidades de Nigéria, Camarões, Níger e Chade. Junto com os ministérios da saúde locais, a organização está oferecendo serviços vitais, como cuidados de saúde primária, assistência psicológica, tratamento para feridos e vítimas da violência, entre outros. MSF conta com 1.223 profissionais em seus projetos na região.

Leia mais sobre

MSF usa cookies neste site para melhorar sua experiência.
Saiba mais na

Política de Privacidade. Aceitar