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Indonésia: MSF acompanha necessidades da população

03/11/2009
Quase um mês após terremoto, esforços estão concentrados em saúde mental e na vigilância de doenças transmissíveis

Quase um mês após um terremoto de magnitude 7.6 na escala Richter atingir a Ilha de Sumatra, na Indonésia, Médicos Sem Fronteiras (MSF) está concentrando seus esforços nas áreas mais afetadas: os vilarejos de Padang e Pariaman. MSF implementa clínicas móveis, oferece apoio de saúde mental aos sobreviventes, monitora surtos de epidemia em potencial, distribui itens de emergência, além de oferecer apoio de água e saneamento.

MSF oferece apoio psicossocial para as pessoas traumatizadas pelo terremoto. São realizadas sessões individuais e em grupo, tanto para crianças quanto para adultos. MSF também programou atividades comunitárias para crianças, incluindo a realização de esportes como forma de terapia. Os trabalhadores do programa de saúde mental do Ministério da Saúde também estão sendo treinados por nossas equipes.

“Eu me preocupava muito e tive dificuldades para dormir nas primeiras duas semanas depois do terremoto, mas estou melhorando depois das consultas psicológicas com MSF”, contou Novaldi, 29 anos, morador de Lubuk Laweh, vilarejo perto de Pariaman, que perdeu seis integrantes de sua família no terremoto.

Além das atividades de saúde mental, MSF continua a oferecer consultas médicas para clínicas móveis nos arredores de Pariaman, onde as pessoas ainda recebem pouca assistência. Alguns vilarejos ainda estão isolados devido aos deslizamentos de terra e MSF só pode chegar até eles a pé ou com motocicletas. Mais de mil consultas foram realizadas pela equipe de MSF na área desde que o terremoto foi registrado.

Por outro lado, MSF conseguiu encerrar as atividades de clínica móvel em Painam, mais ao sul de Padang, porque as necessidades médicas relacionadas ao terremoto estavam bem cobertas.

“Em uma emergência, precisamos ser flexíveis e readaptar nossa estratégia para nos concentrar nas necessidades da população”, contou Elisabetta Maria Faga, coordenadora de Emergência de MSF em Padang. No momento, MSF está com várias equipes perto de Padang e Pariaman para acompanhar os programas de vacinação que estão sendo administrados pelas autoridades locais, com apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS).

As equipes de MSF estão avaliando se é necessário oferecer algum apoio. MSF também está focando na vigilância epidemiológica e está monitorando de perto o número de doenças transmissíveis, incluindo sarampo e tétano.

“Apesar da resposta do governo ser grande, as necessidades da população ainda são enormes”, afirma Loreto Barcelo, coordenador da Emergência de MSF em Pariaman. MSF agora está distribuindo material emergencial, incluindo material para abrigos, cobertores, colchões, kits de higiene e ferramentas. As equipes de MSF planejam distribuí-los para as 16 mil famílias nos distritos de Padang Pariaman e Pesisir Selatan, perto de Padang, e para 10 mil famílias em vilarejos perto de Pariaman, em meados de novembro.

MSF tem oferecido apoio sanitário e de tratamento de água para os vilarejos perto de Pariaman, e montou um acampamento com abrigos a prova d’água para 90 famílias no vilarejo de Kampung Panas, perto de Pariaman, onde foi registrado um deslizamento de terra.

MSF tem mais de 70 funcionários internacionais e indonésios trabalhando em Padang e Pariaman. As equipes incluem médicos, enfermeiros, psicólogos, especialistas em água e saneamento e logísticos.