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Iêmen: MSF recebe grande número de pacientes em Aden, na medida em que situação de segurança se agrava no país

30/03/2015
MSF pede a todas as partes do conflito que respeitem a neutralidade das instalações médicas

Foto: Surinyach Anna/MSF

Dezenas de pessoas ficaram feridas em confrontos recentes no Iêmen, e muitas delas foram tratadas no hospital da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) no sul da cidade de Aden.

Os confrontos em Aden aumentaram após combatentes Houthi entrarem na cidade, na manhã do dia 26 de março. Os saques são contínuos em meio aos confrontos e ao caos geral. O hospital de MSF na cidade já recebeu mais de 80 pessoas feridas e outras continuam chegando.

Entre 19 e 25 de março, o hospital de cirurgia de emergência de MSF em Aden recebeu mais de 180 pacientes. Apenas no dia 25, mais de 50 pessoas chegaram ao hospital após sofrerem ferimentos durante confrontos em Lahj. A maioria tinha ferimentos a bala e precisava de cirurgia de emergência. Entre 24 e 25 de março, 19 pessoas também foram admitidas no hospital Al-Nasser, em Ad-Dhale’, onde MSF administra uma ala de urgências.

MSF está pedindo a todas as partes do conflito que respeitem a neutralidade das instalações médicas.

“Os hospitais devem permanecer neutros”, diz Dounia Dekhili, coordenadora do projeto de MSF no Iêmen. “Nós pedimos a ambos os lados do confronto que não entrem armados nos hospitais, e permitam o acesso, sem obstáculos, de feridos à assistência médica.”

Desde que o conflito eclodiu em Aden no dia 19 de março entre forças leais ao presidente Hadi e membros das forças de segurança, tem havido uma crescente insegurança na cidade e em outras partes do sul do Iêmen, incluindo Ad-Dhale’, Lawdar e Lahj. MSF também está em contato com hospitais nessas regiões para providenciar o encaminhamento de pacientes e para oferecer todo o apoio possível.

A tensão continua também em outras partes do Iêmen, após ataques aéreos noturnos internacionais terem atingido a capital Sanaa. MSF está monitorando a situação na cidade e está pronta para prestar assistência. Porém, com os aeroportos internacionais de Aden e Sanaa fechados, a organização está atualmente impedida de estruturar equipes médicas de emergência adicionais para apoiar as equipes que estão no projeto já sobrecarregadas.

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