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Histórias de Moçambique

20/05/2019
Leia os relatos de diferentes pessoas afetadas pelo ciclone Idai e como elas estão tentando reconstruir suas vidas
Histórias de Moçambique

Foto: Giuseppe La Rosa/MSF


Augusta é uma mulher do bairro Inhamissua, em Beira. “Minha casa desmoronou durante o ciclone, tive que construir um novo abrigo temporário com o telhado da minha antiga casa. Não há comida suficiente, só conseguimos comer uma vez por dia. Para os adultos, é difícil, e as crianças não entendem. Não há o que comer em casa e não tenho como fazer meus filhos entenderem isso.”Foto: Giuseppe La Rosa/MSF


 

Isabel Domingo Augusto: “Desde o segundo dia do ciclone, estamos tentando reconstruir nossa casa. Não tínhamos comida, tudo ficou molhado com a inundação. Felizmente, tínhamos algum dinheiro e pudemos comprar comida. Nós somos 9 e agradeço a Deus por todos nós estarmos saudáveis, apesar de tudo o que aconteceu conosco.”
Foto: Giuseppe La Rosa/MSF


 

"Esta era a minha casa". Maria Pedro foi uma das afetadas pelo ciclone Idai. Ela correu para os vizinhos em busca de ajuda e abrigo durante a noite do ciclone. No caminho, o marido, com problemas no coração, teve um ataque cardíaco e faleceu. Quando o ciclone se foi, ela voltou para casa e a encontrou destruída. Sua casa desmoronou. O que sobrou foi tijolos e escombros. Ela construiu um novo abrigo ao lado de sua antiga casa, feito de chapas de plástico e galhos de madeira.
Foto: Giuseppe La Rosa/MSF



No bairro Maraza, em Beira, MSF distribuiu itens de primeira necessidade, como sabonetes e cloro para limpar a água. A utilização destes materiais é fundamental para conter o surto de cólera que surgiu em Beira após o ciclone Idai. Embora o surto esteja sob controle, é importante assegurar que a comunidade não esteja usando água poluída. Por isso, juntamente com a distribuição, os promotores de saúde vão de porta em porta explicando a importância do tratamento da água.

Foto: Giuseppe La Rosa/MSF


 

Abel Mauro Antonio trabalha como promotor de saúde de MSF. Seu papel? Explicar à população por que MSF está lá, para que serve a distribuição de itens e para sensibilizar as pessoas sobre o uso de água limpa. Ele explica como usar um produto que se coloca na água para torná-la potável. Abel usa muita mímica e teatro para se certificar de que todos entendam sua mensagem. Por 2 horas, ele fala com a comunidade, entretém as pessoas, faz piadas e os distrai da espera. Todos eles estão se reunindo para receber alguns itens para limpar a água, consertar a casa e cobrir os telhados quebrados.
Foto: Giuseppe La Rosa/MSF

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