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A história de Orion, garoto de quatro anos lutando contra a tuberculose

01/11/2013
Apoio de familiares foi fundamental para recuperação do menino, que chegou a ficar em coma

 1 de novembro de 2013 - O avô de Orion, que tem quatro anos, segura uma fotografia do menino. Nela, podemos ver o estado do garoto há um ano, no hospital, em coma e severamente desnutrido. Orion tem meningite tuberculosa, doença que causa graves danos neurológicos a muitos pacientes – se, em primeiro lugar, eles sobreviverem.


A família de Orion mora perto de Vose, cidade no sul do Tadjiquistão, próximo da fronteira afegã. Ali, na varanda de sua casa, ele corre alegremente, brinca com seus familiares e amigos, sorrindo, cheio de energia e vida. Sua perna direita e sua mão, parcialmente paralisadas, remetem ao período em que esteve no hospital. Quando ele saiu do coma, todo o lado direito de seu corpo estava paralisado. Fazendo exercícios diários com Orion, seu pai e seu avô ajudaram-no a recuperar o controle de seus membros danificados. Ioanna Haziri, médica da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) conta: “Orion é um verdadeiro caso de sucesso. Para nós, mas também para as pessoas daqui. Ninguém pensou que ele sobreviveria. Ele estava muito mal, mas está melhorando, um pouco mais a cada dia”.


Orion foi hospitalizado quando a bactéria da tuberculose espalhou-se por sua coluna vertebral. Ele estava em coma, gravemente desidratado e desnutrido. A equipe do hospital não encontrava tratamento adequado para o garoto. MSF, no entanto, sugeriu um tratamento intensivo à base de antibióticos para combater as infecções. Três meses depois, Orion havia se recuperado o suficiente para ir para casa.


O menino ainda recebe tratamento à base dos medicamentos de primeira linha para tuberculose (TB). Sua devota família continua a prestar todo o apoio de que ele necessita. “Às vezes, pode ser uma dura tarefa fazê-lo tomar a medicação”, conta o avô de Orion. “Se os médicos estão aqui, ele toma os remédios sem reclamar. Mas, sem a presença deles, é muito difícil. Basicamente, ele não gosta do cheiro dos medicamentos. Mas, no final das contas, ele sempre toma as pílulas.”


O avô de Orion não se importa com a relutância de seu neto para tomar os medicamentos. “Um ano atrás, Orion estava tão doente e magro que era praticamente um saco de ossos. Não havia esperança. Mesmo quando ele saiu do hospital, não podia se mexer ou falar. Estou muito feliz que ele tenha melhorado tanto. E, enquanto eu tiver forças, vou cuidar de Orion, até que ele esteja completamente curado. Agradeço muito que ele esteja melhor. E agradeço a MSF, porque, sem eles, isso não seria possível.”