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Burundi: MSF trata 60 feridos por explosões de granadas

18/11/2015
Incidentes ocorreram em vários bairros de Bujumbura, capital do país

Foto: Sarah Elliott

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) tratou 60 feridos em seu centro de trauma após a explosão de granadas em vários bairros de Bujumbura, capital do Burundi, na segunda-feira (16/11).  
“Durante a manhã, nós tratamos quase 60 feridos na emergência em um período de tempo muito curto”, explica Richard Veerman, gestor do programa de MSF.

A equipe de MSF lançou um plano de gestão de vítimas em massa para tratar o rápido influxo de feridos, fazendo uma triagem a fim de atender primeiramente os casos mais graves. “Nós abrimos outra sala de cirurgia e realizamos cinco operações emergenciais nas primeiras horas de atendimento.”

O centro de trauma de MSF tem 43 leitos, uma sala de emergência, duas salas de cirurgia e uma unidade de terapia intensiva (UTI). Os serviços são gratuitos e estão disponíveis a qualquer um que cumpra os critérios de admissão, que abrangem todos aqueles que passaram por algum trauma violento. “Estamos comprometidos em levar cuidados médicos de qualidade às pessoas, independentemente de raça, religião ou afiliação política”, acrescenta Richard Veerman.

Desde que o centro de MSF inaugurou em julho de 2015, 630 pacientes feridos receberam tratamento; mais de 390 deles precisaram de hospitalização.

MSF é a única organização internacional a tratar feridos e emergências médicas na capital do Burundi. Suas atividades no país são financiadas apenas por contribuições individuais. MSF não aceita verba de governo algum.

MSF atua no Burundi desde 1993 e intensificou suas atividades em Bujumbura quando tensões pré-eleitorais eclodiram em maio deste ano. A organização apoia três postos de saúde localizados próximo a lugares onde ocorreram protestos, facilitando, assim, o acesso a cuidados gratuitos para quase 120 pacientes hospitalizados em instalações públicas. MSF também treinou a equipe médica do hospital Príncipe Rwagasore, em Bujumbura, para tratar vítimas de trauma, e doou medicamentos e suprimentos médicos.
 

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