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Afeganistão: MSF trata vítimas de bombardeio em Kunduz

11/09/2012
Hospital da organização recebeu 37 pessoas feridas

Após uma grande explosão na capital da provincial de Kundz, no norte do Afeganistão, na tarde de 10 de Setembro, 37 pessoas foram recebidas no hospital cirúrgico da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). Treze pacientes tiveram feridas tão severas que chegaram mortos ao hospital.
        
“A explosão ocorreu próximo ao hospital e os pacientes chegaram em poucos minutos”, disse Anna Halford, coordenadora  de projeto de MSF em Kunduz. “Lidar com incidentes desse tipo é uma corrida contra o tempo”.
 
Ao todo, 14 pacientes foram estabilizados, tratados e enviados para casa. Nove foram internados no hospital por que tinham necessidade de tratamento posterior; um deles não suportou a cirurgia e morreu. As explosões foram a principal causa das lesões, incluindo fraturas, traumas na cabeça e lesões abdominais.
 
“Parte essencial da nossa atuação é lançar, imediatamente, um plano massivo para acidentados – isso permite às equipes médicas identificar e priorizar rapidamente as necessidades, com base em alguns sinais vitais”, declarou Anna Halford.

MSF vem conduzindo um hospital cirúrgico em Kunduz desde agosto de 2011. A organização oferece cirurgias de emergência e tratamento a pessoas feridas em conflito e que sofrem com lesões potencialmente letais. Centenas de pacientes foram tratados no hospital desde que foi aberto.
 
Em todos os locais onde MSF trabalha no Afeganistão, uma rígida política de desarmamento é implementada para garantir a segurança e a proteção dos pacientes.
 
A equipe de MSF também trabalha no hospital de Ahmed Shah Baba em Kabul e no hospital Boost em Lashkar Gah, capital da provincial de Helmand. Em ambos os lugares, MSF atua em todas as áreas dos hospitais, oferecendo tratamento médico gratuito. MSF planeja reabrir uma maternidade em Khost até o final de 2012.
 
Para seus trabalhos no Afeganistão, MSF conta exclusivamente com doações privadas, sem aceitar nenhum financiamento governamental.
 

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