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Dia Mundial de Luta Contra a Malária

24/04/2015

A malária é a principal causa de morte e doença na República Democrática do Congo. Embora seja endêmica no país, no último ano diversos centros de saúde e hospitais de Médicos Sem Fronteiras observaram um aumento do número de pacientes sofrendo com a doença. A situação é particularmente alarmante devido ao alto número de casos de malária grave que demandam hospitalização e transfusão de sangue decorrente da anemia imposta pela doença.

De novembro de 2014 a janeiro de 2015, centenas de crianças com malária foram tratadas no Hospital Geral de Rutshuru, na província de Kivu do Norte, no leste da RDC. A equipe de saúde nacional conta que esse foi o pior surto de malária que eles já enfrentaram, não só em número de pacientes internados, mas, também, em termos de duração do pico.

Durante o ano de 2014, a equipe médica de MSF em Baraka, no Kivu do Sul, tratou um recorde de 89.776 pacientes com malária, mais que o dobro de pessoas tratadas no ano anterior (42.390). O hospital apoiado por MSF ficou superlotado, e as alas estavam repletas de crianças, em sua maioria com menos de cinco anos, dividindo os leitos do hospital; havia casos até de crianças deitadas em colchões no chão.

MSF mantém dois barcos em Baraka para conseguir acessar os vilarejos mais remotos das redondezas. Em novembro de 2014, a organização deu início à condução de clínicas móveis de malárias e à distribuição de mosquiteiros de Kazimia até a fronteira com a província vizinha de Katanga. MSF também treinou agentes de saúde comunitários para detectar e tratar a malária em Kazimia, Nguma e Rubanayour.
(Fotos: Leonora Baumann)
 

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