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Um projeto na beirada do deserto do Saara

Jean-Marc Perrin fala sobre sua segunda vez como coordenador de projeto em Baga Sola, no Chade
23/02/2018
Um projeto na beirada do deserto do Saara

Foto: Acervo pessoal

Acabei de chegar no projeto de Baga Sola, no Chade. Esse projeto foi aberto em 2015, depois do deslocamento forçado da população. São 140 mil pessoas, da etnia Boudouma, que moravam nas ilhas do lago Chade e hoje vivem em acampamentos.

É a segunda vez que ocupo o posto de Fieldco em Baga Sola. O Fieldco, ou coordenador de projeto, cuida da segurança da equipe; representa MSF junto às autoridades, agências da ONU quando estão presentes e outros humanitários; se assegura que os objetivos do projeto são realizados; faz relatórios; e é o responsável pelo bom andamento do projeto em geral.

O mais difícil por aqui é o clima nos meses entre março e novembro. Calor escaldante!!! Muitos dias acima de 50°C e muito seco. Outra dificuldade são os deslocamentos em pistas de areia (Baga Sola está no norte do Sahel, na beirada do deserto do Sahara).

A equipe é composta por 105 chadianos e sete profissionais internacionais. A grande vantagem da equipe local é que ela é composta de pessoas que conhecem bem MSF, pois uma boa parte já trabalhou com nossa organização em outros projetos. Afinal, a presença de MSF no Chade já tem 35 anos.

Uma dificuldade é que 95% dos membros da equipe são homens. Até na equipe de profissionais internacionais a proporção é de cinco homens para duas mulheres. O desafio das novas contratações será corrigir esse desequilíbrio, para fazer com que o projeto reflita mais a vida em geral.

Outro desafio é abrir mais uma clínica móvel lago adento, na ilha de Kaiga Kindjiria, onde a 5 mil deslocados sem assistência.
 

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