Campinas

De 11 a 22 de maio, Campinas recebeu a primeira edição do evento Conexões Médicos Sem Fronteiras. O objetivo foi aproximar a população da cidade do trabalho humanitário que a organização realiza em mais de 70 países, e dar visibilidade às crises vividas por milhões de pessoas. Nove localidades de Campinas sediaram palestras, exibições de filmes, exposição fotográfica, contação de histórias e uma intervenção artística em um muro da cidade.

Esta foi a primeira vez que MSF conduziu tantas atividades simultaneamente em uma cidade brasileira, e novas parcerias foram estruturadas: “Eu já conhecia MSF pela seriedade da organização, e posso dizer que a experiência foi incrível, muito desafiadora”, conta Maibí Mascarenhas, contadora de histórias que criou narrativas baseadas em contextos de crises humanitárias adaptadas para a linguagem infantil. “Investi bastante em recursos visuais e figurino para compor os diferentes cenários de histórias que se passavam na Bolívia, no Oriente Médio e na Somália. A proposta era tocar as famílias mantendo o impacto daquela realidade, mas sem chocar, e adicionando uma pitada de lúdico”, explica. Para ela, a resposta do público foi um sucesso, uma vez que a participação das famílias como um todo foi uma constante e os eventos de contação de histórias atraíram pessoas de diversas faixas etárias e até mesmo adultos sem crianças. “O pessoal aparecia porque era um evento de MSF”, conclui.

A participação da população de Campinas nas atividades do Conexões MSF foi facilitada também pela ampla divulgação do evento pela imprensa local. Para o jornalista José Pedro Martins, que mediou o evento de abertura do Conexões, a realização das atividades na cidade contribuiu para aumentar o conhecimento das pessoas sobre crises humanitárias mundiais, mas mais pode ser feito nesse sentido: “A cidade e a região podem aprimorar muito mais a divulgação dessas causas em que MSF e outras organizações estão envolvidas. É um desafio para as mídias local e regional dar mais atenção a questões que hoje são globais, que interessam a todos”.

Ao todo, 19 profissionais de MSF-Brasil estiveram envolvidos no evento, desde a sua produção até a participação nas variadas atividades realizadas em Campinas. Um deles foi a médica Rachel Soeiro, que abriu o Conexões junto à diretora de comunicação de MSF-Brasil Alessandra Vilas Boas após a exibição do filme “Caminhos da Vacina”.

A cidade de Campinas foi, literalmente, marcada pela realização do Conexões MSF. Inspirados em relatos de profissionais da organização sobre seu trabalho em campo, os artistas Mirs Monstrengo e Leandro Kranium, do Coletivo MK, presentearam a cidade com o grafite de um muro na região central. “Tive o prazer de conhecer melhor os projetos e a organização, de me tornar mais sensível à causa e ter a completa liberdade de criação para fazer meu trabalho. Durante o processo, muita gente parava para ver, mostrava interesse e se sensibilizava”, conta Mirs.

Confira as fotos que registraram a primeira edição do Conexões MSF e fique ligado: em breve, divulgaremos informações sobre a realização do evento em Recife.

Como foi o Evento

atividades

Uma série de atividades, em nove diferentes locais, que conectou os moradores da cidade com MSF.