Leishmaniose
MSF tratou mais de 4,2 mil pessoas com leishmaniose em 2007. Ao total, desde 1989, foram 80 mil pacientes da doença assistidos pela organização.
A leishmaniose é uma doença parasítica endêmica em 88 países, chegando a afetar 12 milhões de pessoas. Afeta principalmente áreas pobres e remotas, onde o acesso a cuidados médicos e a medicamentos a preços acessíveis é limitado.
Ocasionalmente, a leishmaniose eclode como epidemia, especialmente quando populações nunca expostas à doença são empurradas, por conflitos ou pela fome, à áreas endêmicas devido a. O parasita que causa a enfermidade, a leishmania, é transmitida pela picada de mosquitos.
Em sua forma mais grave, a leishmaniose visceral ou Calazar, o parasita ataca órgãos como o fígado e o baço. Também afeta o sistema imunológico, sendo fatal para quase 100% dos pacientes. Mais de 90% dos casos de leishmaniose visceral são registrados em cinco países: Brasil, Bangladesh, Índia, Nepal e Sudão.
Os testes para diagnóstico da doença são invasivos e potencialmente perigosos, requisitando laboratórios e técnicos especializados - que nem sempre podem ser encontrados nas regiões mais pobres. Com o tratamento adequado, 92% dos pacientes podem ser curados. Mas a maioria dos remédios disponíveis também representam dificuldades: exigem um tratamento longo (30 dias), tem alto custo e toxidade. A resistência à medicação também é um problema, especialmente na Índia, onde 65% dos pacientes estão infectados com a leishmania mais resistente.
Desde 1989 MSF tratou mais de 80 mil pacientes com Calazar. A organização também advoga pelo desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e medicamentos mais baratos para tratar essa doença negligenciada.