Doença do sono
MSF atendeu mais de 1,7 mil pacientes com tripanossomíase africana em 2007.
A doença do sono, ou Tripanossomíase africana, é uma doença fatal e negligenciada que atinge 36 países da África Subsaariana. Mais de 60 milhões de pessoas vivem em áreas de risco e estima-se que 70 mil estejam infectadas.
O mal é causado por infecção pelos parasitas Trypanosoma brucei gambiense ou rhodesiense. É transmitido pela picada de moscas tsé-tsé infectadas. No primeiro estágio da doença o diagnóstico é difícil, porém o tratamento é relativamente simples. O segundo estágio é caracterizado por diversos sintomas neurológicos que, sem tratamento adequado, levam inevitavelmente ao coma e à morte.
O maior obstáculo na luta contra a doença é a falta de novos e melhores medicamentos e métodos de diagnóstico. O remédio mais usado foi desenvolvido em 1949 e é altamente tóxico. A droga falha na cura de cerca de 30% dos pacientes,e mata 5% dos que a recebem.
A Eflornitina, uma alternativa mais segura de tratamento utilizada por MSF, requer uma bolsa infusora e um cronograma de tratamento complexo, que exige a monitoração constante do paciente - algo difícil de ser feito na África Subsaariana. A organização tem assegurado produção e estoque de Eflornitina, e acompanha testes de terapias combinadas com outros medicamentos.
MSF continua alertando aos pesquisadores e à comunidade internacional sobre a necessidade de novos medicamentos e métodos para um diagnóstico correto.
A organização trata pacientes com doença do sono há mais de 20 anos, desde a abertura do primeiro projeto de contenção da enfermidade no norte de Uganda, em 1986. Em 2006, MSF recebeu mais de 1,3 mil pacientes para tratamento contra doença do sono. Esforços de prevenção, como controle dos vetores de transmissão, são essenciais para o seu controle.
MSF promove programas permanentes contra a doença na República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Sudão.