Cólera
MSF tratou de mais de 43 mil pacientes de cólera em 2007, atuando em países como Etiópia, Guiné, Sudão e Zimbábue.
A cólera causa diarreia aguda e vômitos, podendo levar à morte por desidratação em questão de horas. As epidemias geralmente eclodem em áreas muito populosas e que não contam com saneamento básico ou coleta de lixo. A situação se agrava ainda mais nas estações chuvosas, aumentando o risco de contaminação das reservas de água potável.
A cólera é transmitida por uma bactéria. Uma pessoa pode ser contaminada ao ingerir a bactéria junto com alimentos e água, ou ao entrar em contato com fezes e vômitos de alguém infectado. A contaminação das reservas de água e alimentos pode causar surtos da doença.
A bactéria leva as células da parede do intestino a secretarem grandes quantidades de fluidos, levando à diarreia e vômitos. Um paciente em tratamento pode perder até 50 litros de líquidos. Sem acompanhamento médico, uma pessoa infectada pode morrer de desidratação em poucas horas.
A forma mais eficaz de prevenir o alastramento da doença é cortar o círculo de transmissão, através do acesso à água limpa e material para higiene pessoal, além da organização de campanhas de esclarecimento sobre a necessidade de lavar as mãos, tratar os detritos e proteger as reservas de água. Neste caso, os engenheiros sanitários e logísticos de MSF têm um papel primordial.
MSF desenvolveu kits de tratamento contra cólera para garantir uma rápida assistência aos doentes, além de montar centros de tratamento da doença em áreas onde há surtos. A cólera é tratável e, na maioria dos casos, as equipes de MSF conseguem reduzir os casos fatais a menos de 1%.