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Somália e Somalilândia

Em 2020, a COVID-19 complicou ainda mais o acesso aos cuidados de saúde na Somália e Somalilândia. Médicos Sem Fronteiras (MSF) ajudou na resposta à pandemia enquanto continuava a realizar atividades essenciais sempre que possível.

A pandemia da COVID-19 agravou a situação humanitária na Somália e Somalilândia, onde as pessoas já lutavam com os riscos climáticos, infestações de gafanhotos e contínuos surtos de conflitos. As taxas de desnutrição entre crianças estavam bem acima do patamar de emergência em muitas áreas, e o número de mortes durante a gravidez e o parto permaneceu entre os mais elevados do mundo. Em 2020, 2,6 milhões de pessoas foram deslocadas, principalmente devido a conflitos e inundações, enquanto 4,1 milhões de pessoas foram consideradas em situação de insegurança alimentar.1

Ao longo do ano, apesar das restrições impostas pela pandemia da COVID-19, conseguimos manter a maior parte de nossas atividades regulares e de apoio aos hospitais, incluindo cuidados maternos, pediátricos e de emergência, nutrição e diagnóstico e tratamento da tuberculose (TB). Algumas atividades foram suspensas, tais como: clínicas móveis, enquanto outras que haviam sido planejadas, foram adiadas, tais como: ‘acampamentos oftalmológicos’ - oferecendo diagnóstico e tratamento para doenças oculares comuns - e campanhas de cirurgia de fístula.

Na Somalilândia, que tem uma alta incidência de tuberculose, MSF apoiou o diagnóstico e o tratamento da tuberculose resistente a medicamentos (DR-TB) em um hospital de tuberculose em Hargeisa e em três centros regionais de tuberculose. Fornecemos aos pacientes recargas de medicamentos para um período maior, a fim de reduzir o número de consultas médicas para as quais eles teriam de viajar, reduzindo o risco de os pacientes contraírem COVID-19.

Adaptamos nossos programas médicos para diagnosticar pacientes com COVID-19 e os encaminhamos para instalações de tratamento designadas, fornecemos treinamento para funcionários do Ministério da Saúde em vários locais e implementamos medidas de higiene, de preparação para emergências e de prevenção para proteger a equipe e os pacientes.

Além dessas atividades, lançamos respostas de emergência para ajudar as pessoas afetadas pelas enchentes em Bardale e na cidade de Bardhere, após estourar as margens do rio Juba, em abril; um surto de cólera em Beledweyne e na cidade de Baidoa, em maio; e as consequências do ciclone Gati, que atingiu a costa de Puntland em novembro.

1     https://reports.unocha.org/en/country/somalia

 
Dados de 2020:

Consultas ambulatoriais
Partos assistidos
Inclusão de crianças em programas de alimentação para pacientes ambulatoriais
Pessoas iniciaram o tratamento para MDR-TB
121.500
7.390
3.600
39

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