Você está aqui

Zâmbia

Zâmbia

Em setembro, um projeto de três anos que visava aprimorar o acesso a serviços de saúde reprodutiva no distrito de Luwingu chegou ao fim.

Luwingu, uma área remota e rural, era desprovida de instalações de saúde quando Médicos Sem Fronteiras (MSF) inaugurou seu programa no local, em 2010. Os habitantes precisavam viajar longas distâncias para obter atendimento apropriado e havia registros de altas taxas de mortalidade materna, devido à disponibilidade insuficiente de cuidados. Embora a taxa de HIV entre mulheres grávidas fosse baixa no distrito, era difícil para as pessoas com a doença obter tratamento antirretroviral, em função da falta de recursos do hospital do distrito.

Em colaboração com as autoridades de saúde da Zâmbia, MSF estabeleceu serviços integrais de saúde reprodutiva e sexual no hospital do distrito de Luwingu e em diversos centros de saúde rurais. Os serviços incluíam planejamento familiar, cuidados de pré e pós-natal, prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho e partos assistidos. Encaminhamentos obstétricos de emergência foram realizados dos centros rurais para o hospital do distrito, e 56 mulheres com fístulas obstétricas foram identificadas e transferidas para o hospital do distrito de Chilonga para cirurgia.

Durante o projeto, MSF aprimorou as instalações, treinou a equipe local e doou medicamentos, equipamento médico e uma ambulância. Mais de 400 mulheres grávidas foram encaminhadas de vilarejos para centros de saúde por Zambulance – um trailer puxado por bicicleta que constitui um meio de transporte viável nesse contexto.

A decisão de encerrar o programa foi baseada na melhoria dos processos médicos e resultou de um repasse gradual das atividades para o Ministério da Saúde de Zâmbia. As atividades médicas foram concluídas em junho de 2013, o projeto foi encerrado em meados de setembro e MSF saiu da Zâmbia em outubro.

MSF começou a trabalhar no país em 1999.