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Sudão

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Médicos Sem Fronteiras (MSF) continua oferecendo assistência médica para populações de locais remotos e ambientes desafiadores, mas o acesso aos mais afetados pelo conflito está amplamente restrito.

MSF tem o objetivo de oferecer cuidados básicos de saúde e ajuda para detectar e responder a surtos de doenças, particularmente em Darfur, onde as necessidades médicas são expressivas e o Ministério da Saúde às vezes solicita apoio especializado da organização para ampliar sua capacidade. Entretanto, o acesso ao Nilo Azul está impedido, o que forçou o encerramento das atividades no estado de Darfur Ocidental. Além disso, bloqueios e obstáculos administrativos em Darfur do Sul impossibilitam as respostas emergenciais e serviços de MSF que salvam vidas nas três áreas mais afetadas pelos conflitos do Sudão.

O projeto em El Sireaf, Darfur do Norte, uma área de mineração onde os conflitos tribais são recorrentes, continua a oferecer cuidados básicos no hospital, incluindo serviços para saúde reprodutiva, enfermarias para internação e cirurgias de emergência. Duas clínicas adicionais, norte e sul, prestam serviços de cuidados básicos para pessoas deslocadas. MSF usa uma rede de profissionais  de saúde da comunidade para disseminar mensagens de prevenção e conscientização dos serviços gratuitos disponíveis. Mais de 54 mil consultas ambulatoriais foram realizadas em 2015.
Mais para o leste, a clínica de MSF em Tawila é a única unidade de saúde para a população da região de Jenel Marra. A equipe realizou mais de 59 mil consultas ambulatoriais, aplicou 16.700 vacinas de rotina em crianças e tratou 1.300 crianças de desnutrição.

Um projeto com base na remota Dar Zaghawa ofereceu cuidados de saúde às pessoas que vivem em Um Bauru, Furawiya e Jurajeem e realizou 54.200 consultas ambulatoriais.

Resposta de emergência em Darfur do Norte (NDER)

A equipe conjunta de NDER de MSF e do Ministério da Saúde coordenou duas campanhas de vacinação contra o sarampo. A primeira ocorreu em março e atingiu 80 mil pessoas na localidade de El Sireaf. A segunda foi em junho, nos campos de pessoas deslocadas internamente de Zam Zam e Korma, imunizando 55 mil crianças. A equipe examinou as crianças para verificar se estavam desnutridas e deu complementos de vitamina A.

A NDER inaugurou um centro de saúde em Zam Zam, e MSF forneceu cuidados básicos de saúde durante quatro meses, antes de um ONG local assumir as atividades. A equipe também apoiou o hospital de El Fasher por um mês durante um surto de dengue, atuando com a ONG Zulfa para construir 11 salas para cuidados básicos de saúde e prestando serviços clínicos até o fim de julho. Além disso, a NDER auxiliou o Ministério da Saúde durante uma intervenção de dois meses devido à icterícia aguda em Um Kadada e participou do gerenciamento de caso de coqueluche e dengue perto de El Sireaf.

Darfur Ocidental

Um surto de febre hemorrágica viral em novembro fez com que MSF estabelecesse uma enfermaria de isolamento no hospital de Al-Geneina e duas clínicas móveis para identificação, tratamento e encaminhamento de casos. Mais de três mil pessoas com febre foram examinadas, mil delas com confirmação de malária e cinco com suspeita de febre hemorrágica viral. A causa exata do surto permanece desconhecida.

MSF respondeu a surtos de sarampo em Darfur Ocidental, vacinando crianças entre seis meses e 15 anos de idade. O tratamento foi fornecido por clínicas móveis e a equipe gerenciou uma unidade de isolamento em Al-Geneina. Uma equipe de MSF treinou profissionais do Ministério da Saúde em vigilância da doença e preparação e resposta a emergências.

Estado de Al Gedaref

O calazar é endêmico na área de Atbara do estado de Al Gedaref. Em 2015, MSF examinou mais de 1.500 pessoas e tratou 359 pacientes da doença no hospital rural público de Tabarak Allah. Além disso, a equipe deu apoio a serviços de saúde sexual e reprodutiva no hospital, realizando cerca de 2.200 consultas de pré-natal, auxiliando em partos e encaminhando mulheres com fístula obstétrica para o centro de tratamento de fístulas de Kassala. Em resposta ao surto de sarampo, MSF vacinou 266.600 crianças.

Refugiados sul-sudaneses

MSF continuou oferecendo cuidados de saúde a refugiados sul-sudaneses da localidade de Elsalam, estado do Nilo Branco, onde 80 mil vivem em três campos: Kashafa, Joury e Reaise. Trabalhando fora de Kashafa, a equipe forneceu cuidados básicos de saúde para moradores dos três campos e para a população local, tendo realizado 44.300 consultas ambulatoriais. MSF também realizou internações e desenvolveu um sistema de encaminhamento entre o campo e o hospital principal de Nilo Branco.

Encerramento de projeto após bombardeio ao hospital de Frandala

O hospital de MSF em Frandala, no estado de Cordofão do Sul, foi bombardeado por forças do governo sudanês em janeiro, e com isso MSF precisou se retirar. As equipes tinham realizado 80 mil consultas para a população que vive nessa área de conflito ativo.

MSF começou a atuar no país em 1979.