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Moçambique

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Em Moçambique, Médicos Sem Fronteiros (MSF) continua a trabalhar com o Ministério da Saúde para desenvolver estratégias inovadoras de combate ao HIV/Aids e à tuberculose, e para responder a emergências como epidemias de cólera.

Apesar da adoção de um ambicioso plano de aceleração para enfrentar o HIV/Aids em 2013, Moçambique ainda enfrenta dificuldades para lidar com a epidemia: 11,5% dos adultos do país têm HIV, e o preocupante é que o número segue aumentando, em parte por causa de problemas estruturais como falta de profissionais de saúde e recorrente escassez de medicamentos essenciais. MSF oferece uma ampla gama de serviços, do atendimento médico técnico e especializado para pessoas em estágios avançados da Aids até estratégias para possibilitar que pessoas estáveis e saudáveis com HIV tenham acesso fácil aos medicamentos.

Na capital, Maputo, as atividades de MSF têm como foco pessoas com HIV/Aids que necessitam de atendimento especializado, incluindo aquelas que não tiveram bom resultado com o tratamento antirretroviral ou as que sofrem de infecções secundárias, como tuberculose multirresistente a medicamentos (TB-MDR), hepatite viral ou tipos de câncer como o sarcoma de Kaposi ou o papilomavírus humano (HPV). O atendimento abrangente também é oferecido a pacientes com TB-MDR e mulheres e crianças infectadas com o HIV. Em 2015, MSF ofereceu monitoramento de carga viral a 28.394 pessoas.

MSF intensificou suas atividades no projeto “Corredor” iniciado em 2014 ao longo da rota comercial que liga o movimentado porto de Beira à região mineira da província de Tete. Este ano, foram oferecidos testes de HIV e para a detecção de doenças sexualmente transmissíveis a 967 caminhoneiros de longa distância e 548 profissionais do sexo, grupo particularmente vulnerável entre o qual a incidência de HIV chega a 55%.

A cólera é endêmica em Moçambique, e ocorreram vários surtos de grandes proporções, não relacionados entre si, no centro e no norte do país em 2015. Equipes de MSF nas províncias de Tete e Zambezia trataram um total de 416 pacientes.

Depoimento

Manuel Costelo, 47, em um centro de tratamento de cólera de MSF na cidade de Tete. Dois de seus cinco filhos estão com ele no centro.

“Durante a noite, meus filhos começaram a apresentar sinais da doença, e eu os trouxe aqui imediatamente, pois não confiava nos outros centros de saúde. No meu vilarejo, as pessoas ficaram sabendo desse problema e, na minha família, todos foram afetados: eu, minha esposa e nossos filhos. Três deles já receberam alta, e estou aqui para cuidar dos outros dois. MSF salvou as vidas de todos nós. Tenho certeza que estamos usando água limpa em casa; nós a trazemos somente do poço público. Não sei por que contraímos cólera. Não pode ser apenas falta de higiene. Somos cuidadosos, mas ainda assim adoecemos. Se não fosse por MSF, estaríamos todos mortos.”
 

Diário de Bordo

Moçambique
Início da Atuação: 
1984
Atividades Médicas: 
HIV/Aids
Tuberculose