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Mali

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Apesar do acordo de paz alcançado entre o governo e os principais grupos armados do norte do Mali em junho, a situação de segurança permaneceu volátil durante o restante do ano.

Enfrentamentos entre grupos armados dificultaram o acesso das organizações humanitárias, e a falta de suprimentos médicos e profissionais qualificados significou que a oferta de cuidados de saúde básicos foi nula ou extremamente limitada para a população. Incidentes de segurança mortais ocorreram no sul, entre os quais se destacam o ataque de militantes islâmicos a um restaurante em março e o ataque a um hotel de luxo em novembro, ambos em Bamako.

Na região de Gao, Médicos Sem Fronteiras (MSF) continuou a oferecer apoio ao hospital do distrito de Ansongo, onde uma equipe cuida dos serviços ambulatoriais, recepção, saúde materna, nutrição, cirurgia e laboratório. Profissionais de MSF também trabalharam com centros de saúde nas áreas rurais para cuidar dos encaminhamentos médicos. Em setembro, um projeto especial foi lançado para atender às necessidades de saúde básicas de gestantes e crianças com menos de 5 anos de idade que integram a população pastoril sazonal na região. Além disso, mais de 46 mil crianças com menos de 5 anos de idade receberam tratamento para malária durante o período de pico de casos da doença, entre agosto e novembro, para serem protegidas. Elas receberam imunização BCG (tuberculose), VPO (pólio), pentavalente, pneumocócica, rotavírus, sarampo e VAA (febre amarela) ao mesmo tempo, de acordo com o calendário nacional de vacinação. Isto resultou em uma grande melhoria na proporção de vacinados na área.

A partir de agosto, para facilitar o acesso a cuidados de saúde dos moradores da região de Kidal, ao norte de Gao, uma equipe ofereceu apoio a dois centros de saúde na cidade, trabalhando com a organização local SoliSa (Solidarité au Sahel) em outras instalações de localização remota.

Cuidados de saúde em Timbuktu e arredores

Em Timbuktu, MSF ofereceu apoio ao hospital regional de 86 leitos, com foco nas emergências médicas e cirúrgicas. Foram realizadas em média 390 internações e 80 partos assistidos por mês. Na instalação de saúde de encaminhamento, equipes também ofereceram consultas a pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Mais de 40% dos habitantes da região de Timbuktu ficam a mais de 15 quilômetros do centro de saúde mais próximo. Para facilitar o acesso aos serviços de saúde, equipes móveis de MSF prestam apoio aos profissionais de três centros de saúde periféricos que oferecem atendimento básico, vacinação, atendimento de maternidade e exames para detectar a desnutrição. Essas clínicas tiveram de ser suspensas por meses em decorrência da falta de segurança.

Sul do Mali

A principal causa de mortalidade infantil no sul do país, relativamente pacífico, é a malária. Em 2015, MSF continuou a se concentrar na saúde infantil e na desnutrição aguda em Koutiala, região de Sikasso. MSF oferece apoio à unidade pediátrica dentro da instalação de encaminhamento de saúde de Koutiala e a cinco centros de saúde no distrito de Koutiala. MSF aumentou o número de leitos para 300 na unidade pediátrica durante o pico sazonal de incidência da malária.

MSF tem mantido um programa de quimioprevenção sazonal da malária há 4 anos e, em 2015, o tratamento de malária foi oferecido a 190.067 crianças. Um projeto de atendimento pediátrico preventivo, incluindo vacinação e distribuição de mosquiteiros, prosseguiu na área de saúde de Konséguéla, com a vacinação ampliada para todos os cinco centros de saúde que recebem apoio de MSF.

A organização atua no país desde 1992.
 

Notícias

Início da Atuação: 
1992
Atividades Médicas: 
Malária