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A epidemia de Ebola na Libéria quase chegou ao fim em 2015, mas o país ainda precisa de apoio para lidar com qualquer novo surto da doença que venha a ocorrer, e de ajuda para reconstruir o sistema de saúde.

A situação de saúde na Libéria era precária antes mesmo da epidemia de Ebola, mas a doença colocou o país de joelhos. Muitos hospitais fecharam em 2014 e ainda não foram reabertos, e estima-se que 8% dos profissionais de saúde do país tenham morrido por causa do vírus, enquanto outros jamais voltaram ao trabalho. Médicos Sem Fronteiras (MSF) oferece apoio ao Ministério da Saúde para melhorar o acesso ao atendimento.

A Libéria foi declarada livre do Ebola em maio de 2015, mas novos casos foram relatados em julho e novembro. Como parte do plano nacional do Ministério da Saúde, MSF organizou sessões de treinamento para Rápido Isolamento e Tratamento para equipes de combate ao Ebola em quatro distritos do país e, em determinados centros de saúde de Monróvia, ofereceu apoio à melhoria das medidas de controle e prevenção de infecções com o estabelecimento de áreas de isolamento, por exemplo.

Em março, MSF repassou uma unidade de trânsito de Ebola em Monróvia ao International Rescue Committee e, em maio, o centro de tratamento de Ebola (CTE) foi repassado ao Ministério da Saúde. Durante os primeiros meses do ano, a equipe da unidade de trânsito diagnosticou pacientes, isolando-os e encaminhando-os a um CTE quando necessário; 81 pacientes passaram por triagem e sete deles foram diagnosticados com Ebola.

Estima-se que haja cerca de mil sobreviventes de Ebola em Monróvia e no condado de Montserrado, que sofrem com dores nos olhos e articulações e também precisam suportar o ostracismo em suas comunidades. Diante disso, MSF abriu em janeiro uma clínica de sobreviventes em Monróvia, que oferece atualmente atendimento ambulatorial e consultas de saúde mental, além de ter realizado mais de 500 encaminhamentos. Além disso, a equipe trata pacientes que não têm certificados dos CTEs e, portanto, não são formalmente identificados como sobreviventes; essas pessoas enfrentam dificuldades ainda maiores no acesso ao atendimento de saúde.

Atendimento pediátrico em Monróvia

Estima-se que 17% da população de Monróvia (1,4 milhão de habitantes) tenha idade inferior a 5 anos de idade. Como as alas pediátricas e hospitais fecharam durante a epidemia de Ebola, MSF abriu o hospital pediátrico de Bardnesville Junction em abril na tentativa de sanar alguns dos lapsos subsequentes no atendimento especializado para crianças pequenas. A instalação conta com uma unidade de terapia intensiva com 10 leitos, uma sala de emergência, uma unidade neonatal, um centro de nutrição terapêutica e uma ala ambulatorial. No fim do ano, a capacidade do hospital foi ampliada para 91 leitos.

Resposta ao sarampo

Um surto de sarampo foi declarado em Monróvia no início de 2015 e, em março, MSF organizou uma campanha de vacinação de dois dias no distrito de Peace Island, que chegou a 542 crianças. Em decorrência do risco contínuo de Ebola, MSF escolheu pequenos locais para a campanha e seguiu medidas rigorosas de prevenção e controle de infecções. Tal protocolo foi retomado em maio quando o Ministério da Saúde realizou uma campanha de vacinação de alcance nacional, com apoio de MSF.

MSF atuou pela primeira vez no país em 1990.

Diário de Bordo

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Início da Atuação: 
1990
Atividades Médicas: 
Saúde mental