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Camarões

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Médicos Sem Fronteiras (MSF) inaugurou este ano um programa de emergência no extremo norte de Camarões em resposta à chegada de pessoas que fugiam da violência na Nigéria.
Os conflitos e a insurgência do grupo Boko Haram no nordeste da Nigéria fizeram centenas de milhares de pessoas buscarem refúgio da Nigéria para os três países vizinhos, levando mais dezenas de milhares a abandonarem seus lares. Em dezembro, havia cerca de 70 mil refugiados e aproximadamente 90 mil deslocados internos em Camarões.

Em resposta, MSF começou a oferecer assistência médica às pessoas em vários pontos do norte do país. A partir de fevereiro, uma equipe começou a oferecer cuidados médicos, serviços de maternidade e apoio nutricional no campo de refugiados de Minawao, mantido pelo Acnur. MSF também desempenhou atividades de saneamento e distribuição de água, construindo latrinas e chuveiros, e oferecendo água limpa. Cerca de 58 mil pessoas, entre refugiados e moradores locais, foram vacinados contra cólera e tétano em uma campanha de imunização preventiva realizada em agosto. Nas cidades de Mokolo e Mora, próximas da fronteira com a Nigéria, MSF ofereceu cuidados nutricionais e pediátricos especializados para os deslocados e a população local, realizando um total de 12.921 consultas. Cerca de 5 mil crianças foram atendidas. Em junho, MSF começou a prestar apoio à ala cirúrgica do hospital local de Kousseri, na fronteira com o Chade, realizando intervenções de emergência e cesarianas.

Em julho, dois ataques suicidas na cidade de Maroua resultaram em um grande número de vítimas, e MSF ajudou as autoridades de saúde locais a tratar os feridos.

Assistência a refugiados da República Centro-Africana (RCA)
No leste de Camarões, MSF continuou a oferecer assistência aos refugiados que escaparam do conflito e da violência na República Centro-Africana, país vizinho, em 2014. MSF prestou apoio ao Ministério da Saúde com a oferta de cuidados de saúde, nutricionais e psicológicos às comunidades locais e aos refugiados em Garoua-Boulaï, Gbiti e Batouri. A maioria dos pacientes sofria de desnutrição, malária e infecções respiratórias.

Em julho, MSF repassou suas atividades médicas no hospital protestante de Garoua-Boulaï à Cruz Vermelha francesa. Durante o ano, enquanto mantinha a instalação, MSF tratou 1.635 crianças desnutridas.

Na cidade de Gbiti, próximo da fronteira, MSF manteve um centro de nutrição terapêutica, oferecendo consultas de saúde primária e encaminhando pacientes em estado grave para o hospital distrital em Batouri. MSF também prestou apoio às autoridades de saúde locais no hospital de Batouri na gestão dos casos de pacientes com desnutrição aguda (em sua maioria, crianças com menos de 5 anos de idade). Mais de 1.800 crianças foram tratadas nos 90 leitos do centro de nutrição terapêutica ao longo do ano.

MSF atua no país desde 1984.

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Diário de Bordo

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Início da Atuação: 
1984
Atividades Médicas: 
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