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Tuberculose
Tuberculose
A tuberculose é a doença infecciosa mais mortal no mundo. A cada ano, cerca de 1,7 milhão de pessoas morrem, enquanto outros 9,6 milhões sofrem com a doença, principalmente em países em desenvolvimento.
A tuberculose (TB) é frequentemente vista como uma doença do passado. Mesmo se a taxa de mortalidade global tenha tido uma redução de 47% entre os anos de 1990 e 2015, ainda existem lacunas importantes na cobertura e deficiências graves quando se trata de diagnóstico e tratamento.
Além disso, o recente ressurgimento da doença e a proliferação de casos resistentes aos medicamentos utilizados comumente (tuberculose resistente TB-DR, tuberculose multirresistente TB-MDR e tuberculose ultra-resistente TB-XDR) fazem dela um grande problema na atualidade, estimando-se que quase 500 mil pessoas desenvolvem infecções resistentes a medicamentos a cada ano.
Causa
A doença é causada por uma bactéria (Mycobacterium Tuberculosis) que afeta com mais frequência os pulmões, mas pode infectar qualquer parte do corpo, incluindo os ossos e o sistema nervoso.
Transmissão
A bactéria se espalha pelo ar quando pessoas infectadas tossem, falam, cospem ou espirram.
Vídeos
Qual é a doença infecciosa mais mortal do mundo?
Nesse vídeo você descobre um pouco mais sobre a doença infecciosa mais mortal do mundo, a tuberculose.
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Nesse vídeo você descobre um pouco mais sobre a doença infecciosa mais mortal do mundo, a tuberculose.
#TodosContraTB I Médicos Sem Fronteiras
Ação de Médicos Sem Fronteiras no Largo da Carioca, Rio de Janeiro, para a campanha #TodosContraTB.
#TodosContraTB - Depoimento Sinethemba
Sinethemba, ex paciente de MSF, nos conta sobre seu tratamento contra a tuberculose e faz um pedido à população mundial.
Sintomas
A maioria das pessoas expostas à TB nunca desenvolvem os sintomas, já que a bactéria pode viver na forma inativa dentro do corpo. Entretanto, se o sistema imunológico enfraquecer, como acontece com pessoas desnutridas, pessoas HIV-positivo ou idosas, a bactéria da tuberculose pode se tornar ativa. Cerca de 10% das pessoas infectadas com a bactéria vão desenvolver a forma ativa e contagiosa da doença em algum ponto de suas vidas.
Os sintomas da tuberculose ativa incluem: tosse persistente (por mais de duas semanas), que pode apresentar-se com sangue ou escarro; febre; sudoração noturna; perda de peso; dores no peito; e fadiga.
Diagnóstico
Em países onde a doença é mais prevalente, o diagnóstico depende em sua maioria do mesmo teste arcaico utilizado nos últimos 120 anos: a microscopia do esfregaço, exame microscópico do catarro ou fluido do pulmão para identificar os bacilos da TB. O teste só é exato em metade dos casos e a efetividade é ainda menor se os pacientes testados viverem com o vírus HIV, forem crianças ou pacientes que não conseguem produzir escarro.
Um novo e promissor teste de diagnóstico, o Xpert MTB/RIF, foi introduzido em 2010 e tem sido utilizado em muitos programas de MSF desde então. Ele é capaz de detectar a infecção e informar se é um caso resistente aos medicamentos num período curto de tempo. O teste não é aplicável em todos os contextos, assim como não é efetivo para diagnóstico de crianças ou de pacientes nos quais o foco infeccioso da tuberculose ocorre fora dos pulmões (tuberculose extrapulmonar). Por isso, MSF continua pressionando por mais investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para diagnóstico e tratamento de TB.
Tratamento
O tratamento para tuberculose sem complicações leva, no mínimo, seis meses e, na maior parte dos casos, o tratamento é feito com dois antibióticos de primeira linha: rifampicina e isoniazida. Quando os pacientes são resistentes a esses antibióticos, considera-se que eles tenham desenvolvido a TB-MDR (tuberculose multirresistente a medicamentos).
A TB-MDR não é impossível de tratar, mas o tratamento pode levar até dois anos e causar diversos efeitos colaterais graves. Além disso, o tratamento é muito caro com uma taxa de cura baixa. Em 2012, foi lançado o primeiro medicamento contra tuberculose em mais de 50 anos, bedaquilina, que representava uma oportunidade de aumentar a taxa de cura da TB-MDR. Em 2014, um segundo medicamento, delamanida, também foi aprovado para uso. Porém, até hoje, menos de mil pessoas no mundo todo tiveram acesso aos novos medicamentos.
A tuberculose ultra-resistente (TB-XDR) é identificada quando a resistência aos medicamentos de segunda linha descritos anteriormente se desenvolve durante a TB-MDR. A chance de cura é de apenas 20%. Apesar desse fato, os projetos de MSF apontaram resultados promissores com base no uso de um antibiótico de alta resistência, chamado linezolida, como parte do regime de tratamento para TB-XDR. Este medicamento não está amplamente disponível em alguns países, pois é extremamente caro, foi patenteado e as unidades disponíveis não estão registradas como tratamento para tuberculose, o que dificulta o acesso por meio dos estabelecimentos públicos.
Prevenção
Um passo inicial na prevenção é evitar o contato por tempo prolongado com pacientes diagnosticados com TB em ambientes lotados, fechados e com pouca ventilação. Usualmente, pacientes com tuberculose ativa adotam medidas adicionais que podem incluir o uso de dispositivos de proteção respiratória pessoal para diminuir o risco de infectar outras pessoas.
Muitas pessoas que sofrem de infecção tuberculosa latente nunca desenvolvem a doença, mas algumas são mais propensas a progredir num quadro de tuberculose ativa; estas incluem:
- Pessoas com infecção pelo HIV;
- Pessoas que se infectaram com bactérias da TB nos últimos 2 anos;
- Bebês e crianças pequenas;
- Pessoas com outras doenças que enfraquecem o sistema imunológico;
- Pessoas idosas;
- Pessoas que não foram tratadas corretamente para TB no passado.
Pessoas desses grupos de alto risco, podem tomar remédios para evitar desenvolver a doença (profilaxia).
Atividades de MSF
MSF combate a tuberculose há mais de 30 anos, oferecendo tratamento para a doença em muitos contextos diferentes, desde situações de conflitos crônicos, como o Sudão, até pacientes vulneráveis em contextos estáveis, como Uzbequistão e a Federação Russa. Em 2016, MSF admitiu 20.900 pessoas para tratamentos de TB, sendo 2.700 delas pacientes com TB-MDR.
Esta página foi atualizada em janeiro de 2018.
Atividades Médicas
O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas de vacinação até cirurgias reconstrutivas. MSF também pressiona para que medicamentos de qualidade cheguem às populações que não podem arcar com os altos custos de certos tratamentos.
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