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MSF irá lançar programa de tratamento com anti-retrovirais em Nairóbi

21/03/2003
MSF está pronto para iniciar um programa de acesso ao tratamento de HIV/Aids no hospital distrital de Mbagathi, no Quênia. A organização acaba de abrir uma nova clínica de HIV/Aids e se prepara para iniciar o tratamento com anti-retrovirais.

O prédio, onde funciona a nova clínica, já está pronto desde o início deste ano mas foi necessário algum tempo para equipá-la com material de laboratórios e treinar pessoal especializado, tais como médicos, enfermeiros e outros profissionais, para a implantação do programa de tratamento com anti-retrovirais.

“Desde a abertura, a clínica para o tratamento do HIV e aids tem estado cheia de pacientes,” explica Christine Van Linthoudt, coordenadora de projeto de MSF em Nairóbi. “A maioria vem para o tratamento de infecções oportunistas, mas nós começamos a selecionar aqueles que preenchem os critérios para receber os anti-retrovirais. No final deste ano deveremos ter 360 portadores do HIV/Aids, entre adultos e crianças em tratamento aqui. Desses, 75% já deverão estar recebendo os anti-retrovirais.”

Nos últimos cinco anos, MSF vem oferecendo assistência e apoio especializados aos portadores do HIV e aids em Nairóbi, juntamente com os agentes públicos de saúde do Quênia. O programa de assistência foi implantado em comunidades, centros de saúde e hospitais distritais, e ajuda também a prevenir e tratar as infecções oportunistas.

“Era óbvio que o sofrimento dos nossos pacientes era muito grande. Era necessário muito mais para melhorar a qualidade e a expectativa de vida de forma significativa. Então, decidimos iniciar o programa de tratamento com anti-retrovirais também,” continua Christine Van Linthoudt.

A organização construiu uma clínica separada de HIV/Aids no hospital distrital de Mgabathi, na ala de doenças infeciosas do Hospital Nacional do Quênia, o maior hospital do país, situado às margens da favela de Kibera.

“Antes de abrir esta clínica de HIV/Aids, os portadores do vírus e os pacientes de aids tinham que vir às consultas na clínica de tuberculose causando enormes problemas. A sala de espera ficou pequena demais por causa do aumento significativo de casos de tuberculose relacionados ao HIV/Aids. E colocar os pacientes de TB e HIV/Aids juntos numa mesma sala trazia riscos à saúde também, já que muitos dos pacientes de tuberculose ainda estavam infectados porque não haviam iniciado o tratamento,” finaliza Christine Van Linthoudt.

Com a nova clínica de HIV/Aids, reduz o risco dos portadores do vírus da aids se infectarem com o bacilo da tuberculose e aumenta o espaço na clínica que cuida de pacientes com TB.

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