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Após explosão de carro no Iraque, a vida não foi mais a mesma

06/05/2013
Garota iraquiana teve queimaduras no rosto, pescoço e mãos, mas se recupera bem

Khetam é uma garota de 13 anos da cidade de Fallujah, na provincial de Al-Anbar, que fica a cerca de 55 km de Bagdá. Ela foi ferida em setembro de 2010 durante suas férias escolares. Sua vida não fora a mesma desde então. “O dia estava lindo, ensolarado, e eu estava sentada no quintal com minha irmã. De repente, senti meu corpo ser lançado a metros de onde eu estava e tudo ficou preto. Ainda consigo me lembrar dos barulhos ao meu redor antes de eu desmaiar”, conta Khetam.
 
Assim que um carro explodiu em chamas, o pequeno corpo de Khetam foi severamente queimado, incluindo rosto, pescoço, mãos e pernas.


“Um médico no Iraque nos disse que MSF poderia tratar as queimaduras e que eu poderia utilizar melhor minhas mãos. Ele enviou meus documentos médicos para MSF em Amã e eles aceitaram me tratar. Fiquei tão feliz quando soube disso!”, conta Khetam.
 
“Estou pronta para voltar para a casa e para a escola”, afirma entusiasmada. “Estou estudando as matérias do quinto ano e já consigo escrever melhor. Quando cheguei à Amã, não conseguia pintar, desenhar, nem escrever. Agora consigo fazer tudo!” “Com suporte psicológico, a autoestima dela melhorou. Atualmente, ela lida muito bem com seus ferimentos e não se isola das outras crianças do programa. Ela participa frequentemente das aulas e adora pintar”, afirma o Dr. Mohammad Mhaidat, psicólogo do programa de MSF.
 
“Também estou fazendo fisioterapia, e é muito bom!”, conta Khetam. Katrien Goegebeur, supervisora de fisioterapia de MSF, que tem acompanhado os passos de Khetam. “No início, ela não conseguia utilizar sua mão esquerda por conta de uma limitação de mobilidade na base dos dedos. Ela recuperou toda a mobilidade”, conta.
 
 
Desde 2006, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) desenvolve um programa de cirurgia reconstrutiva para feridos iraquianos em Amã, na Jordânia. Nos últimos anos, o programa passou a admitir também pacientes de locais como Gaza, Iêmen, Líbia e Síria. Em 2011, foram realizadas 913 cirurgias e cerca de 50 novos pacientes foram admitidos por mês.