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MSF tem projetos no Brasil?

Enviado por admin_msf em 03/04/2017

O QUE MSF ESTÁ FAZENDO NO BRASIL?

Atualmente, as atividades de MSF no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Boa Vista e Manaus) são voltadas, principalmente, para pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados, indígenas, usuários de drogas e idosos. Essa população, que já se encontrava em estado de grande vulnerabilidade mesmo antes da pandemia, enfrenta agora uma situação ainda mais grave.

São Paulo

O trabalho em São Paulo, iniciado em 1º de abril, contempla a realização de consultas médicas para pessoas em situação de rua para detecção de casos suspeitos de COVID-19 e triagem com encaminhamento dos doentes em estado moderado para centros de isolamento e os em estado grave para hospitais. Também são oferecidas orientações de higiene e distanciamento social àqueles com sintomas, para tentar evitar a disseminação do novo coronavírus. Os atendimentos acontecem em locais da região central de São Paulo por onde circula a população mais vulnerável.

No final do mês de abril, MSF começou a realizar atendimento médico de casos moderados da doença em centros de tratamento construídos pela prefeitura especialmente para acolher pessoas em situação de rua (Pelezão e Bacelar). A possibilidade de esta população poder contar com locais para isolamento e tratamento é essencial para conter a disseminação da doença e dar alguma possibilidade de acesso a cuidados de saúde aos que estão à margem do sistema.

Rio de Janeiro

MSF também iniciou no mês de abril atividades no Rio de Janeiro, com foco na população mais vulnerável. Assim como em São Paulo, equipes de MSF estão realizando ações de promoção de saúde e triagem em locais frequentados pela população em situação de rua.

Também estão sendo realizados treinamentos de controle e prevenção de infecções para profissionais de saúde que vão atuar nos hospitais de campanha que estão sendo instalados na cidade.

Amazonas

Nosso trabalho em Manaus busca reforçar a estrutura de atendimento de pacientes graves e moderados de COVID-19, além de atuar com detecção de casos e promoção de saúde em abrigos para a população em situação de rua, migrantes e indígenas. No final do mês de maio, iniciamos a implantação de 12 leitos de UTI e 36 para casos moderados no hospital 28 de Agosto, em Manaus. Além disso, estamos construindo junto com organizações e lideranças indigenistas um plano para atuar em áreas remotas do interior do estado. Também realizamos treinamento de profissionais de saúde de hospitais que atuam no combate à pandemia.

Boa Vista

Na capital do estado de Roraima, Boa Vista, estamos adaptando as ações de nosso projeto para colaborar com os esforços de combate à doença. Estamos presentes ali desde o fim de 2018 com ações de reforço ao sistema de saúde local em função do aumento da demanda com a presença de migrantes e refugiados venezuelanos na cidade. Com a chegada da COVID-19, passamos a fazer triagem de pacientes em locais frequentados pelo migrantes, como abrigos informais. Estão em curso atividades para melhorar as condições de higiene e acesso à água para a população que vive nestes locais, com promoção de saúde e distribuição de kits de higiene.

Desde outubro de 2018, oferecemos suporte psicossocial e atividades de promoção de saúde e sensibilização da comunidade em Roraima para a população de migrantes venezuelanos que deixou seu país de origem.
Em julho de 2019, também começamos a oferecer consultas médicas para aliviar o sistema de saúde pública do estado, que se viu sobrecarregado com as novas demandas. Por isso, atuamos em postos de saúde públicos, atendendo brasileiros e venezuelanos. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Entre 1991 e 2009, Médicos Sem Fronteiras desenvolveu projetos de saúde no Brasil que envolveram do combate a uma epidemia de cólera na Amazônia à oferta de cuidados a pessoas sem acesso a serviços de saúde em Vigário Geral e vítimas da violência no Complexo do Alemão. Desde então, MSF atuou em Alagoas e na Região Serrana do Rio de Janeiro, pontualmente, durante as enchentes de 2010 e 2011. Entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012, MSF levou ajuda humanitária a mais de 1 mil haitianos na cidade de Tabatinga, no Amazonas, além de sensibilizar autoridades para a urgência da situação. No início de 2013, após um incêndio em uma boate na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, profissionais de saúde mental da organização prestaram suporte às equipes da rede pública no atendimento aos sobreviventes do acidente e familiares e conhecidos das vítimas. Por ocasião da cheia do Rio Madeira, em Rondônia, em fevereiro de 2014, Médicos Sem Fronteiras enviou equipes para avaliar a situação médico-humanitária das comunidades locais e descartar a probabilidade de um surto de cólera. A conclusão foi a de que as autoridades locais estavam preparadas para atender às necessidades das populações atingidas. Ainda assim, a organização ministrou um treinamento médico para compartilhar sua experiência no tratamento da cólera e organizou um documento com medidas que poderiam ser adotadas localmente para conter um possível surto.

Clique aqui para saber mais sobre nossos projetos no Brasil

Assunto:

Tipo de Pessoa: 
Física

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