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Da violência à fome, uma luta por sobrevivência

 

A realidade de nigerianos que fugiram para salvar suas vidas e hoje enfrentam grave crise nutricional

© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

Em 2013 e 2014, parte da população do nordeste da Nigéria se viu obrigada a deixar suas casas para escapar de ataques do grupo Boko Haram e da contraofensiva lançada pelo governo nigeriano, que se intensificou no ano seguinte. Alguns fugiram para países vizinhos e milhares buscaram abrigo em Maiduguri e outras cidades do estado de Borno, no norte do país.

As pessoas se dividiram entre vilarejos remotos, imprimindo forte pressão sobre seus recursos, já limitados, e acampamentos recém-estruturados ou assentamentos informais não reconhecidos pelas autoridades locais, onde a oferta de assistência é pouca ou nula. Além de tudo isso, o cultivo para subsistência se tornou, praticamente, impossível, e os mercados foram esvaziados.

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

A falta de alimentos e de nutrientes essenciais levou a taxas alarmantes de desnutrição, uma doença que pode comprometer a resistência do paciente a outras enfermidades. Avaliações nutricionais realizadas por equipes de Médicos Sem Fronteiras de maio a outubro de 2016 revelaram que mais de 50% das crianças com menos de 5 anos em Borno apresentavam desnutrição aguda.

Diante da inação do governo e de outras agências de ajuda, MSF está distribuindo alimentos e água, atividades pouco usuais para a organização, mas essenciais na resposta à emergência humanitária em Borno. Nessa região, MSF ainda mantém 11 instalações médicas permanentes, e suas equipes fazem visitas regulares a outros cinco centros de saúde.

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© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

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© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

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© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

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© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

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© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

© BENCHEIKH, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi

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© NGALA, ESTADO DE BORNO © Sylvain Cherkaoui/COSMOS

© DAMBOA, ESTADO DE BORNO © Ikram N’gadi/MSF

© MAIDUGURI, ESTADO DE BORNO © Malik Samuel/MSF

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