Direto do Afeganistão

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Direto do Afeganistão

Marcelo Fox

Coordenador financeiro

"O Afeganistão está entre os países menos desenvolvidos do mundo, figurando na 171ª posição do ranking de Desenvolvimento Humano de 2015 da Organização das Nações Unidas, com cerca de um terço da população sofrendo com insegurança alimentar atualmente. Os maiores desafios no plano humanitário são a enorme população de repatriados e de outros deslocados internos, a insegurança alimentar, as epidemias, a pobreza generalizada e a violência contínua.

 

Os crescentes ataques de grupos armados dos mais diversos a trabalhadores humanitários limitaram o acesso às zonas mais frágeis do país e provocaram uma redução da atuação de organizações humanitárias. Ainda assim, Médicos Sem Fronteiras (MSF) continua provendo acesso à assistência médica básica e de emergência. No Afeganistão, são seis projetos – Ahmad Shah Baba, Kunduz, Khost, Dashte-e-Barchi, Laskar Gar e Kandahar –, além da coordenação estratégica, que fica baseada em Cabul. Em todos os projetos, MSF possui um hospital e, na maioria deles, há serviços de maternidade, tratamento de emergência e trauma.

 

Desde que entrei para MSF, em abril de 2016, queria muito vir ao Afeganistão, que concentra uma das maiores atuações da organização e, financeiramente, está entre os maiores orçamentos. Eu, administrador com ampla experiência em Finanças, via nesse cenário a possibilidade de ampliar meu conhecimento e contribuir com os projetos. Para a minha surpresa, logo depois da minha primeira atuação com MSF no Quênia, recebi a excelente notícia de que viria para cá. Sou parte da coordenação, estou baseado em Cabul, e tenho como principais atribuições gerenciar o orçamento dos seis projetos e da própria coordenação – que é como se fosse outro projeto, já que concentra toda a parte estratégica –, dar suporte à equipe financeira, que aqui na coordenação conta com nove pessoas, dar suporte aos responsáveis financeiros em cada um dos projetos, gerenciar os contadores de MSF na auditoria e estar sempre em contato com os centros em Bruxelas, Paris e Amsterdã, que são as seções responsáveis pelas operações por aqui. Mais uma vez, estou trabalhando com uma equipe muito qualificada e muito engajada com os princípios de MSF da neutralidade, da imparcialidade e da independência.

 

Em meio a um cenário tão complexo como esse, a quantidade de informação que se recebe é enorme, e isso nos prepara para outros trabalhos com MSF. É a minha primeira vez trabalhando em meio a um conflito armado, e precisei me habituar ao som das bombas, que é frequente por aqui. Sou uma pessoa tranquila, mas confesso ter ficado assustado no início. A sensação da relevância associada ao que a gente faz ajuda a passar por isso tudo. Mesmo diante de tantos desafios, poder contribuir de alguma forma com a população desse país está me deixando feliz. ".

© Arquivo pessoal

© Kadir Van Lohuizen/Noor

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