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Sobre Ebola

Perguntas e respostas sobre a resposta de MSF ao Ebola e protocolos para profissionais humanitários que retornam da África Ocidental

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

As informações a seguir foram compiladas para responder questões sobre os protocolos e práticas de Médicos Sem Fronteiras (MSF) referentes aos projetos de Ebola da organização na África Ocidental, assim como aos profissionais que trabalham nesses projetos. Como observado anteriormente, MSF não vai comentar sobre o tratamento e a condição do Dr. Craig Spencer, nosso colega que teve o diagnóstico de Ebola confirmado em 23 de outubro de 2014, pois ele está agora sob os cuidados do Bellevue Hospital, em Nova York.

Quantos membros da equipe de MSF foram infectados com o Ebola em campo, e por que eles foram infectados, dadas as precauções tomadas?

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

Nesses projetos, assim como em muitos dos projetos de MSF, nossa equipe assume certo risco a fim de oferecer assistência médica às pessoas que mais necessitam. Este é o caso na África Ocidental, como é na Síria, na República Democrática do Congo ou no Afeganistão. Não há outro caminho, e nós podemos dizer que mais de 1 mil pessoas tratadas nos nossos programas sobreviveram ao Ebola na África Ocidental devido à disposição que nossos trabalhadores de campo têm de assumir esses riscos.

 

Que preparativos são realizados antes que os profissionais saiam para o campo?

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

Em geral, MSF aceita apenas cerca de 20% das pessoas que se candidatam para trabalhar conosco. Para os programas de Ebola, o processo de seleção é ainda mais rigoroso. Nós enviamos apenas pessoas que tiveram experiência prévia com febres hemorrágicas virais e/ou emergências semelhantes. Uma vez que os candidatos são aprovados, eles devem passar por um treinamento abrangente desenvolvido para prepará-los para o trabalho rigoroso e exigente que vivenciarão sob condições difíceis.
 

Que precauções são implementadas no campo?

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

Todos os profissionais de campo tomam precauções extremas ao trabalhar em instalações de MSF. Os nossos centros de tratamento são projetados para garantir um ambiente de trabalho o mais seguro possível para profissionais e pacientes. Mesmo os membros da equipe não têm contato algum com os pacientes seguem todos os protocolos de segurança pertinentes. Apenas os profissionais essenciais estão autorizados a entrar nas áreas de alto risco dos centros de tratamento de Ebola de MSF.

Dado o que aconteceu, vocês estão revendo seus protocolos?

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

Nossos protocolos foram desenvolvidos para minimizar o risco para os outros, no caso de um dos nossos profissionais humanitários regressos começarem a mostrar sinais de Ebola, seja em campo ou quando voltam para casa. MSF também está ciente da compreensível ansiedade em torno do Ebola nos EUA e em outros países e, portanto, está observando os passos que vão além dos protocolos cientificamente e clinicamente recomendados, já estabelecidos, a fim de amenizar a preocupação pública.

O que os profissionais que voltam do campo são instruídos a fazer em seu retorno?

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

Ao retornar de um projeto de Ebola, cada membro da equipe MSF passa por um amplo processo de debriefing, durante o qual eles são informados sobre o que devem fazer: verificar a temperatura duas vezes ao dia; terminar o curso regular da profilaxia de malária, uma vez que os sintomas da malária podem ser similares aos do Ebola; estar ciente dos sintomas relevantes, tais como febre; estar a no máximo quatro horas de um hospital com instalações de isolamento e possibilidade de acesso a tratamento, e contatar imediatamente o escritório de MSF se algum dos sintomas relevantes se desenvolver.

Quão contagioso ele estava quando se locomovia ao redor da cidade?

Enviado por admin_msf em 03/11/2014

Visto o momento de início dos sintomas, e o nível de sua febre logo que ele a relatou - depois da qual ele foi totalmente isolado em seu apartamento -  haveria um risco extremamente baixo de contágio. Essa não é uma avaliação de MSF. Essa afirmação baseia-se em todo o conhecimento médico e científico disponível sobre Ebola e sobre como ele se espalha. Inúmeras autoridades de saúde pública e governamentais têm dito o mesmo e muito elogiaram o Dr. Spencer por ter relatado rapidamente o início de sua febre e por sua conduta assim que os sintomas apareceram.
 

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