Você está aqui

Busca e resgate

Salvando vidas no mar

 

Por que fazemos busca e salvamento?
 

Por que fazemos busca e salvamento?Estamos respondendo à crise de afogamentos no mar Mediterrâneo. Em 2016, pelo menos 12 pessoas morreram todos os dias tentando cruzar o Mediterrâneo Central. Começamos essas atividades em 2015 depois que a operação de busca e salvamento italiana chamada “Mare Nostrum” foi encerrada. Como uma organização médico-humanitária, esperar na costa enquanto milhares de homens, mulheres e crianças se afogavam não era uma opção.
 


 



 

 

O que estamos fazendo no mar?


O que estamos fazendo no mar?Por três anos consecutivos, estamos conduzindo operações de busca e salvamento, assim como oferecendo cuidados médicos no Mediterrâneo Central. Até a semana passada, atuávamos com dois barcos, o Prudence e o Aquarius, cada um deles com uma equipe médica (formada por médicos, enfermeiras e obstetrizes), uma equipe logística e uma equipe de mediadores culturais que ajudam na comunicação com as pessoas que resgatamos, assim como identificam pessoas especialmente vulneráveis. No sábado, interrompemos nossas operações com o Prudence depois que a Guarda Costeira líbia ameaçou publicamente barcos humanitários de busca e salvamento operando em águas internacionais. No momento, continuamos atuando apenas com o Aquarius, que é mantido em parceria com a ONG SOS Méditerranée.

 


 

 

Onde fazemos as atividades de busca e salvamento?
 

Onde fazemos as atividades de busca e salvamento?Os barcos com os quais atuamos ficam localizados em águas internacionais, a cerca de 12 a 25 milhas náuticas da costa da Líbia, onde a maior parte das situações de perigo ocorrem. Excepcionalmente, e quando pedido ou autorizado pelo Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC), entramos ocasionalmente nas águas territoriais líbias (menos de 12 milhas náuticas) quando há uma embarcação sabidamente em perigo e tendo todas as permissões das autoridades necessárias. Na verdade, pelas leis marítimas internacionais, o comandante de um navio tem a obrigação de entrar em águas territoriais quando for preciso dar assistência a pessoas em perigo.

 

 

 

 

Quem ajudamos no mar?
 

Quem ajudamos no mar?Ajudamos a todos. Sejam crianças, adultos ou mulheres, as pessoas que ajudamos no mar estão vulneráveis. Vemos pessoas de todas as partes do mundo pegando essa rota: de Bangladesh, Eritreia, Síria, Nigéria, Gana, Sudão, Marrocos, Paquistão e muitos outros países. O que quase todos têm em comum são as duras condições pelas quais passaram em suas jornadas. Depois de cada salvamento ouvimos inúmeros relatos em primeira mão sobre os níveis alarmantes de violência e exploração vividas na Líbia nas mãos das forças de segurança, milícias, redes de contrabandistas, gangues criminosas e indivíduos.


 

 

 

 

 

Pessoas assistidas
 

 

Quais cuidados médicos oferecemos?
 

Quais cuidados oferecemos?Logo após um salvamento, nossos profissionais fazem uma triagem inicial para identificar pessoas que precisam de cuidados imediatos. Essas são tratadas na sala de emergência a bordo. Quando o paciente é estabilizado, se ele precisa de cuidados médicos mais profundos, a evacuação médica é possível em coordenação com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC) por helicóptero ou lanchas rápidas. Casos não-emergenciais são atendidos em ambulatórios ou durante consultas no deck do navio. Nesses casos, os médicos tratam principalmente infecções do trato respiratório, doenças de pele, dores generalizadas no corpo e outras queixas menores. Os médicos também tratam regularmente queimaduras causadas pela longa exposição da pele a misturas tóxicas de combustível e água salgada em botes superlotados. Mulheres, especialmente as grávidas, recebem atendimento direcionado graças a presença de obstetrizes a bordo. Obstetrizes de MSF assistiram o parto de vários bebês a bordo.
 

 


 

Quais cuidados psicológicos oferecemos?
 

Quais cuidados oferecemos?Primeiros socorros psicológicos são fornecidos por mediadores culturais treinados e cuidados de saúde mental direcionados de acompanhamento podem ser fornecidos no barco ou em terra. Durante todas as consultas nossas equipes ouvem histórias terríveis. Muitas das pessoas que resgatamos são vítimas de tortura e outras formas de tratamento desumano. Muitos dos nossos pacientes, homens e mulheres, são vítimas de violência sexual.

 


 

 


 

 

 

Como atuamos com busca e salvamento?
 

Como atuamos com busca e salvamento?Todos os nossos salvamentos no Mediterrâneo são feitos em coordenação com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC) baseado em Roma. Além disso, todos os nossos recursos estão em completo acordo com as leis marítimas internacionais e com os principais princípios humanitários. Com o uso de binóculos, nossa tripulação procura a presença de barcos à deriva ou é alertada pelo MRCC sobre embarcações que precisam de salvamento. É o Centro de Coordenação de Resgate italiano que define quando e onde MSF atua para fazer o salvamento de um barco à deriva e onde as pessoas resgatadas devem ser desembarcadas em segurança.

 


 


 

 

 

Como financiamos nossas buscas e operações?
 

Como financiamos nossas operações de busca e salvamento?Em 2016, apenas pouco mais de 1% de todos os nossos gastos eram dedicados a operações de busca e salvamento no mar Mediterrâneo. Todas as informações sobre as nossas finanças são públicas, auditadas e disponíveis nos sites de MSF. Desde junho de 2016, MSF não aceita mais financiamento governamental da União Europeia e seus Estados-membros, por oposição a suas políticas de dissuasão danosas e tentativas continuadas de empurrar as pessoas e seu sofrimento para fora das costas europeias.

 


 


 

 

 

 

Por que MSF suspendeu as atividades do navio Prudence?
 

Por que MSF suspendeu as atividades do navio Prudence?Em 11 de agosto, as autoridades líbias anunciaram publicamente o estabelecimento de uma zona de busca e salvamento e restringiram o acesso de embarcações humanitárias a águas internacionais perto da costa líbia. Imediatamente depois, o Centro de Coordenação de Resgates Marítimos (CCRM) de Roma nos avisou sobre riscos de segurança associados às ameaças feitas publicamente pela Guarda Costeira líbia contra navios humanitários de busca e resgate operando em águas internacionais.
O posicionamento líbio aconteceu duas semanas depois de MSF ter se recusado a assinar o Código de Conduta italiano para ONGs que atuam com busca e salvamento no Mediterrâneo. O código apresentava medidas que foram consideradas restritivas por MSF e que poderiam colocar em causa a atuação da ajuda humanitária. Ainda assim, naquele momento, decidimos manter nossas atividades sem mudanças, seguindo como sempre havíamos feito as leis internacionais vigentes que se aplicavam à nossa atuação.
Agora, com o novo panorama acentuado pela postura da Guarda Costeira líbia, MSF decidiu suspender temporariamente as atividades de busca e salvamento do seu navio, o Prudence. A equipe de suporte médico de MSF vai continuar apoiando a capacidade de resgate do navio Aquarius, operado pela SOS Mediterranée, que no momento está patrulhando águas internacionais.



 

 ________________________________________________________________________________________


 

Principais motivos de MSF não assinar o Código de Conduta italianoOperações de busca e resgate no Mediterrâneo