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Campanha de MSF busca superar crise das doenças negligenciadas.Leia maisLeia mais

Informativo 21
Quênia: MSF socorre vítimas da violência em todo o país
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Sensibilização
 

MSF nasceu da frustração de jovens médicos que vivenciaram os limites da ajuda humanitária durante o conflito de Biafra, no final da década de 60. Entre esses limites, estava o silêncio imposto pelas organizações de ajuda humanitária, que se calavam diante de abusos e violações testemunhados em campo.

Em oposição a esta atitude, MSF vê o testemunho – ou sensibilização – como uma extensão das suas atividades operacionais. Se, por um lado, reagimos ao sofrimento físico oferecendo assistência à saúde a populações em perigo, por outro, respondemos às situações injustas presenciadas no campo falando publicamente sobre suas motivações em conseqüências. Acreditamos que essa é mais uma forma de tentar melhorar as condições de vida e proteger os direitos fundamentais das populações que atendemos.

A proximidade com os beneficiários de nossos projetos, que constitui um dos princípios do trabalho de MSF, é condição essencial para a realização de um testemunho legítimo. É essa proximidade que nos faz compreender as pressões e dificuldades que as populações atendidas sofrem. Além disso, pela natureza do nosso trabalho, presenciamos as conseqüências de opressões, conflitos, negligências, ou outras violações na saúde dos indivíduos, uma vez que, naturalmente, o estado de saúde de uma população é um importante indicador das condições às quais ela é submetida.

MSF vem, cada vez mais, trabalhando em contextos de violência extrema onde a população civil é alvo de ataques e manipulações. Durante a 1ª Guerra Mundial, 90% das vítimas eram militares. Em 1945, na 2º Guerra, esse número caiu para 50%. Atualmente, nos diversos conflitos que existem no mundo, apenas 10% das vítimas são militares. Esse contexto nos impeliu a reforçar nossas ações de testemunho e sensibilização, adaptando métodos de pesquisa epidemiológica de forma a obter informação quantitativa sobre violações de direitos humanos de populações em situação de violência.

O primeiro inquérito com esse perfil aconteceu na prisão superlotada de Gitarama, Ruanda, em 1995, através do qual MSF conseguiu chamar atenção internacional para o drama da população que vivia na prisão. Após este evento, MSF utilizou estes recursos em diversas outras situações, como, por exemplo, em 1997, para chamar a atenção para o massacre sistemático de refugiados ruandeses nas florestas do Congo; em 1999, em Serra Leoa, para provar que os civis estavam sendo alvos de ataques deliberados. Em 1999, através de outro inquérito, MSF também provou que 70% dos kosovares que se refugiaram na Albânia e em Montenegro haviam fugido de pressões e ameaças das forças Sérvias. Em todos os casos, o objetivo primordial de MSF é contribuir, com nossa indignação e testemunho, para a melhoria das condições de vida das populações vítimas de agressões e violações diárias nas mais diversas partes do mundo.


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Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a vítimas de catástrofes, conflitos, epidemias e exclusão social, independentemente de raça, política ou crenças. É também nossa missão sensibilizar a sociedade sobre as condições de vida das populações que atendemos - clique para saber mais