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Médicos Sem Fronteiras (MSF) dá início a um
projeto quando é identificada a existência de uma crise
humanitária, ou quando a organização é
convidada pelo governo de um determinado país ou por uma
agência das Nações Unidas. Em ambos os casos,
uma equipe de avaliação, formada por profissionais
de MSF com experiência no campo, vai até o país
ou
comunidade e analisa as necessidades médicas, nutricionais
e sanitárias, o contexto político e ambiental, as
condições de segurança e de transporte e as
capacidades locais. Assim é tomada a decisão final
de intervir, determinando as prioridades de saúde para a
região, além da composição da equipe
que atuará no país e dos recursos necessários
para a missão. Em casos emergenciais, entretanto, a prioridade
é a ação rápida e pontual: uma intervenção
pode ser efetuada em até 48hs, do momento em que é
identificada uma crise humanitária.
Diagnosticar e tratar pessoas com problemas de saúde é
a atividade prioritária de Médicos Sem Fronteiras.
As ações são realizadas, em sua maioria, por
profissionais do próprio país, recrutados por MSF,
e também por expatriados. Profissionais com experiência
de campo coordenam o trabalho, oferecem apoio e treinamento e asseguram
que medicamentos e outros recursos médicos estejam sempre
disponíveis. Quando necessário, MSF cria programas
especiais para combater doenças específicas, como,
por exemplo, a leishmaniose, tuberculose, doença do sono
e malária.
As principais ações de MSF são:
Campanhas
de vacinação;
Ações de
prevenção de doenças;
Assistência
a campos de refugiados;
Nutrição
terapêutica e suplementar;
Distribuição
de alimentos em regiões em situação de fome aguda;
Distribuição
de medicamentos;
Assistência
médica dentro de instalações públicas pré-existentes;
Reforma
de estruturas de saúde - reabilitação de hospitais e clínicas;
Cirurgias;
Campanhas
de sensibilização da opinião pública;
Projetos
de saneamento e provisão de água;
Construção
de hospitais e postos de saúde;
Formação
de agentes comunitários;
Formação
de pessoal de saúde;
Apoio à
reinserção social;
Acompanhamento
epidemiológico de um país ou região. |