| Nos últimos 30 anos, a organização Médicos
Sem Fronteiras tornou-se conhecida mundialmente por seu trabalho
em situações de emergência. Entretanto, muitas vezes, MSF permanece
junto às populações atingidas mesmo depois de controlados os problemas
que motivaram sua presença em determinada região. O trabalho continua
na reconstrução de estruturas de saúde, nas atividades de prevenção,
nas campanhas de vacinação ou na assistência a refugiados. Com o
passar do tempo, Médicos Sem Fronteiras sentiu a necessidade de
intervir com projetos de longo prazo, não apenas para atender as
situações pós-emergenciais, como também para levar cuidados de saúde
a pessoas afetadas pela exclusão social.
Uma
outra característica essencial do trabalho de Médicos Sem Fronteiras
é tornar público aquilo que observa em campo. Em circunstâncias
extremas, MSF entende que a melhor maneira de proteger a população
de desastres humanitários, como genocídios, fome e limpeza étnica,
é falar sobre suas motivações políticas e econômicas, mesmo que
esta posição comprometa a presença da organização no país.
MSF é independente de governos. A maioria dos recursos da organização
vem de contribuições privadas, o que permite a MSF atuar com agilidade
e independência, e proporciona a liberdade de que MSF precisa para
falar sobre indivíduos, organismos e governos que estejam infringindo
os direitos humanos. Essas declarações públicas são um ato de proteção
às populações em perigo que impedem a cumplicidade com os abusos
testemunhados pelos profissionais da organização.
A
união de intervenção rápida e eficiente com o compromisso de tornar
conhecidas as violações de direitos humanos é a forma com que Médicos
Sem Fronteiras responde a guerras mundialmente conhecidas, conflitos
ignorados, falência de sistemas de saúde, epidemias mundiais como
a Aids ou doenças negligenciadas como a tuberculose e a malária.
Em 1999, o recebimento do Prêmio Nobel da Paz consagrou internacionalmente
o trabalho da organização. É por assumir sua missão como um desafio
permanente que Médicos Sem Fronteiras se mantém presente nos 5 continentes,
nas regiões mais remotas.
foto1: Pedro Martinelli
foto2: Marleen Daniels
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melhor a atuação de Médicos Sem Fronteiras |