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MSF pede a todos os envolvidos no conflito que poupem as vidas dos civis encurralados em Aleppo

13/12/2016
Esta é uma das piores crises testemunhadas por MSF em anos; organização está indignada com violência e passividade para cessá-la
MSF pede a todos os envolvidos no conflito que poupem as vidas dos civis encurralados em Aleppo

Foto: Karam Almasri

No momento em que a batalha por Aleppo está no seu ponto mais crítico, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) está indignada com a violência perpetrada contra os civis e com a passividade mostrada por todos aqueles que podem fazer algo para cessá-la. MSF pede a todas as partes envolvidas no conflito que cumpram com suas obrigações de proteger civis tanto nas áreas sitiadas como nas áreas recentemente retomadas pelo governo sírio.

Todas as negociações conduzidas pelas Nações Unidas e por outros atores, incluindo MSF, para garantir acesso e oferecer ajuda humanitária às áreas sitiadas do leste de Aleppo foram infrutíferas. Na maioria dos casos, pessoas parecem não ter tido a chance de fugir quando e para onde queriam. Tem sido impossível evacuar pacientes, enviar suprimentos aos hospitais e oferecer a tão necessária assistência àqueles encurralados na região. Todas as partes envolvidas foram e são responsáveis por esse fracasso.

Poucos profissionais de saúde ainda estão trabalhando no leste de Aleppo, e sob condições extremas. Eles temem profundamente pelo futuro próximo. Profissionais de saúde e os pacientes sob seus cuidados são protegidos pelo Direito Internacional Humanitário.

Num conflito com um recorde horrendo de atrocidades contra civis, e ecoando a última declaração das Nações Unidas, MSF está extremamente preocupada com o destino da população.

“Esta é uma das piores crises que MSF testemunhou em anos”, afirmou Teresa Sancristoval, coordenadora da Unidade de Emergência para Aleppo. “Lembramos a todos os envolvidos no conflito que mesmo a guerra tem regras. É primordial que todas as partes permitam que as pessoas fujam em busca de segurança, permitam a evacuação de doentes e feridos, e facilitem a provisão de proteção e ajuda humanitária àqueles encurralados nas linhas de frente.”

 

Informamos que não estamos recebendo doações restritas para a crise na Síria neste momento, devido à instabilidade do contexto, que torna nossa atuação vulnerável. As pessoas interessadas em ajudar essa e outras emergências podem fazer uma doação para o Fundo de Emergência de Médicos Sem Fronteiras (MSF). Esse fundo dispõe de recursos para que MSF possa agir imediatamente quando uma crise surge, permitindo uma resposta rápida em situações em que a agilidade de nossas atividades é fundamental para salvar vidas, como em contextos que envolvem epidemias, desastres naturais e conflitos armados – por exemplo, a guerra civil síria.