| Último Segundo –
28 de julho de 2006
Médicos
Sem Fronteiras denuncia aumento de feridos por tiros
Yann Libessart, chefe da missão da MSF no
Haiti, declarou a jornalistas que as vítimas foram recebidas
no centro de traumatologia do Hospital Saint Joseph, base da organização
no país caribenho.
"Em menos de 48 horas, médicos e enfermeiras da MSF
atenderam 37 pessoas feridas por balas durante os atos violentos
de 20 e 21 de julho em Porto Príncipe", assegurou.
"A população civil continua sendo a principal
vítima das ações cometidas pelos grupos armados",
acrescentou Libessart.
Nos centros hospitalares administrados pela MSF, os voluntários
da saúde fazem frente às emergências, especialmente
para atender os feridos nas incursões de grupos armados,
as quais voltaram a crescer nas últimas semanas em Porto
Príncipe.
Libessart disse que não entende os motivos da onda de violência
"que não beneficia ninguém" e pediu aos
grupos armados que "respeitem a segurança da população
civil".
Após quatro meses de relativa calma após as eleições
de fevereiro passado, que deram a Presidência a René
Préval, a violência aumentou em bairros de Porto Príncipe,
onde grupos armados tentam assumir o controle da cidade.
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização
no Haiti (Minustah), estabelecida desde a precipitada saída
do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide em fevereiro de 2004, tenta
pôr um pouco de ordem em meio ao caos que impera no país
caribenho, um dos mais pobres do mundo.
Centenas de moradores dos bairros mais perigosos da capital deram
início a um êxodo para fugir da violência, muitas
vezes levando seus poucos pertences nas costas.
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