Médicos Sem Fronteiras
 
entre em contato
Busca
sobre msf no brasil no mundo notícias doação participe homepage
Notícias
Campanha de MSF busca superar crise das doenças negligenciadas.Leia maisLeia mais

Informativo 22
Mianmar: Apesar das dificuldades, MSF levou ajuda a milhares de vítimas do ciclone
Leia maisLeia mais

MSF na imprensa
 

O Globo – 03 de junho de 2004

Talibã mata equipe de ong internacional

Cinco integrantes do grupo de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras são chacinados no Afeganistão.

Cinco integrantes de um grupo de ajuda humanitária foram assassinados ontem no noroeste do Afeganistão, no maior ataque deste tipo desde a queda do regime talibã no país, em 2001. Dos cinco membros dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) mortos ontem, três eram estrangeiros, uma belga, um holandês e um suíço, além de dois afegãos.

A chacina aconteceu na cidade de Qadis, na província de Badghis. O carro em que estavam os cinco integrantes do MSF foi emboscado por guerrilheiros que disparam contra o veículo. De acordo com o chefe de polícia da província, Amir Shah Nayebzada, o fato de o crime ter ocorrido na região noroeste do país é ainda mais preocupante para o governo. A milícia talibã é mais ativa nas regiões sul e leste do país.

Em nota, o MSF confirmou as mortes.

“A belga trabalhava como coordenadora de projeto de MSF, o holandês como logístico e o norueguês como médico da organização. Os dois afegãos mortos eram o motorista e o tradutor da equipe”.

— O ataque ocorreu logo antes do anoitecer. Parece ter sido um ato politicamente motivado, muito possivelmente por guerreiros talibãs, pois não vemos razão para alguém fazer isso — disse Nayebzada. — O Talibã quer desestabilizar o país antes das eleições.

Mais de 700 pessoas foram mortas no país desde agosto e a intensidade dos ataques relacionados a guerrilheiros rebeldes aumentaram nos últimos dois meses. As eleições serão realizadas em setembro. Ontem, um porta-voz da milícia talibã assumiu a autoria da chacina.

— Nós fizemos isso — disse Haji Latif Hakimi, que diz ser o relações públicas do Talibã, em Herat. — Nós os matamos porque eles trabalhavam para os americanos e contra nós, usando a cobertura do trabalho humanitário. Iremos matar mais integrantes de grupos humanitários estrangeiros.

Nick Downie, do Escritório de Segurança de Organizações Não-Governamentais do Afeganistão, afirmou que 21 membros de entidades humanitárias já foram mortos no país em 2004. Ano passado, 13 foram assassinados.

— Temos visto a insurgência agir no sul, no leste e no sudeste. É chocante ser atacado naquela parte do país — disse Downie.

Ele espera uma diminuição do trabalho das ONGs na região. Downie acrescentou também que mais da metade do país está fora dos limites de atuação destes grupos devido à ausência do Estado e da conseqüente insegurança.

Ontem, o Departamento de Estado americano afirmou que as eleições programadas para setembro serão um fracasso caso não se consiga fazer com que pelo menos sete milhões de pessoas se registrem para votar. William Taylor, coordenador de Afeganistão do departamento, disse ontem diante da comissão de Relações Internacionais da Casa dos Representantes, que o resultado da eleição terá pouca credibilidade caso o número de eleitores seja apenas os atuais 2,8 milhões registrados.

Copyright © 2002
Médicos Sem Fronteiras
Desenvolvido por S2 Digital

Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional que leva cuidados de saúde a vítimas de catástrofes, conflitos, epidemias e exclusão social, independentemente de raça, política ou crenças. É também nossa missão sensibilizar a sociedade sobre as condições de vida das populações que atendemos - clique para saber mais