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Terminamos
a primeira fase de nossa campanha de vacinação e agora
iniciamos os preparativos para a segunda etapa. Nossas equipes já
levantaram acampamento e seguem para as novas posições.
Um pequeno time de batedores seguem uma semana antes de moto, visando
encontrar o lugar mais seguro e estratégico para nossas equipes.
Agora, imaginem vacinar milhares de crianças debaixo de chuva
torrencial, motos derrapando e pesados caminhões atolando
na lama. É exatamente por tentar evitar esse quadro que estamos
em uma declarada corrida contra o tempo, pois a estação
chuvosa está prevista para começar em meados de outubro.
No começo de setembro, fui ao Brasil para passar algum tempo
com minha família e, ao voltar pra R.D.Congo, recebi a notícia
de que haviam casos não confirmados de cólera e ebola
em nosso setor. As duas doenças requerem mobilização
imediata, pois além de se propagarem de maneira veloz, têm
sua taxa de mortalidade altíssima: cólera mata até
50% dos infectados e ebola, uma violentíssima febre hemorrágica,
mata até 98% dos infectados. Nossa equipe de emergência
partiu em menos de 48 hrs para fazer a exploração
e averiguar a veracidade das informações. Preparamos
os equipamentos om telefone satélite, bússulas, kits
de sobrevivência e outros equipamentos médicos e logísticos.
Apesar de gostar de trabalhar em uma posição de coordenação
e estratégia, fiquei um pouco sentido por não poder
fazer parte da equipe e ir a campo. Os desafios mudam a cada missão,
e por vezes posições mais maduras significam menor
mobilidade.
Leia
a primeira parte do diário de bordo
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