Médico Sem Franteiras
Kelly Barbosa, enfermeira, conta sua experiência com MSF no Camboja
 
  PARTE 4 - 25 de setembro, Takeo, Camboja.
 
 

Mais uma parte do meu diário para dividir com vocês.

Essa última quinzena foi intensa. O coordenador do projeto tirou férias e eu tive de cobrir o meu trabalho e o dele. Mas deu para levar, e acredito que não fui mal não.

No entanto, muitas emoções ocorreram nesse mesmo período, como:

- uma funcionária foi demitida por razões sérias e erros antigos,
- um paciente HIV positivo de 14 anos de idade faleceu em decorrência de atropelamento,
- hoje, duas de nossas pacientes soropositivas deram à luz a bebês lindos e saudáveis (precisamos acompanhá-los por alguns meses até ter a certeza de que são soronegativos),
- recebi a notícia que meu marido virá me visitar e ficará aqui comigo por alguns meses.

Fora tudo isso, ainda têm as coisas mais particulares, é claro: amigos que adoecem, parentes que falecem, amigas que engravidam, que casam, que mudam de casa… Sinto saudade de tudo e de todos. Enfim, não é fácil, mas é prazeroso atuar em trabalho humanitário.

O encontro das crianças foi um sucesso na semana passada.

Está se aproximando um feriadão. Será um momento muito interessante para conhecer um pouco mais da cultura Khmer durante esse período de dia dos mortos.


Leia a terceira parte do diário de bordo

 

Por: Kelly Barbosa