Estamos em fase de planejamento para o período
de 2009. Isso exige muitas reuniões e discussões sobre
as prioridades e necessidades para a missão. Como estamos
em fase de finalização do projeto, temos de pensar
no melhor meio de transferir nossas atividades sem prejudicar os
pacientes. Porém, ainda temos muito trabalho ativo e ainda
temos dez meses pela frente.
Esses dias, iniciamos uma inovação na educação
em saúde do hospital. Nossos staffs cambojanos se tornaram
atores e produzimos alguns filmes de curta duração,
em que eles representavam pacientes, acompanhantes e médicos,
demonstrando situações cotidianas que sempre terminam
com a mensagem principal. Os filmes falam de higiene, prevenção
de doenças e cuidados gerais. Têm tido um bom resultado,
pois utilizam a mesma linguagem dos pacientes, captam a memória
visual e ainda divertem quando eles (os pacientes) começam
a reconhecer os atores. Temos utilizado os filmes duas vezes por
semana para os pacientes hospitalizados. Ao final, eles lançam
muitas perguntas e é o meu momento preferido, pois tomo
conhecimento do tipo de dúvidas que eles têm e consigo,
junto com meus colegas, esclarecer e aliviar dúvidas e
angústias. A pergunta mais comum é se tuberculose
é uma doença genética.
Outro dia tivemos o encontro de adolescentes que vivem com HIV/AIDS.
Recebemos crianças de 12 a 16 anos de idade. Um deles eu
poderia jurar que não tinha mais de oito anos, mas tinha
12. A menina que eu pensei que tinha 12, tinha 15. O desenvolvimento,
não só psicológico, mas físico também,
é um tanto diferente do nosso. Mas, enfim, foi um ótimo
encontro. As atividades foram coordenadas por nossa psicóloga
e os aconselhadores pediátricos fizeram um ótimo
trabalho de suporte. Agora, estamos planejando o encontro das
crianças menores para a próxima sexta-feira.
Então, depois eu conto como foi.
Até a próxima.