A população somali sofreu com a violência extrema e com uma grave seca que atingiu grande parte do país. Na capital Mogadíscio, em apenas dois anos, os conflitos deixaram cerca de 25 mil mortos e inúmeros feridos. Em 2009, mais de 1,5 milhão de pessoas se deslocou, fugindo da violência. A ameaça à segurança dos trabalhadores humanitários aumenta ainda mais a lacuna entre a necessidade da população e a resposta de agências humanitárias. MSF mantém uma equipe formada por 1,4 mil profissionais somalis apoiando hospitais e centros de saúde. A organização imunizou 30 mil crianças contra o sarampo e atendeu outras 1,3 mil severamente desnutridas.