| No início de 2000, chuvas fortes
no Sudeste do Brasil atingiram São Paulo, Minas Gerais e
Rio de Janeiro. No interior do Rio de Janeiro, os municípios
de Resende e Barra Mansa sofreram mais com as chuvas, devido à
presença do rio Paraíba do Sul e alguns de seus afluentes,
que transbordaram e atingiram a população ribeirinha.
Nestes municípios, aproximadamente 200 famílias ficaram
desabrigadas, e mais 1673, desalojadas. Com o apoio da Secretaria
de Estado de Ação Social, elas receberam ajuda financeira
de um salário mínimo no período de três
meses, cestas básicas, roupas e colchões. Médicos
Sem Fronteiras (MSF) foi solicitada pela Secretaria de Estado de
Ação Social para estudar o que a organização
poderia fazer para apoiar o trabalho de assistência a esta
população. Diante da avaliação feita
no local, MSF criou uma proposta de trabalho conjunto com as prefeituras
para levar conhecimentos técnicos e organizacionais específicos
para enfrentar situações de emergência.
Numa primeira fase do projeto, uma assistente social de MSF atuou
nos 2 municípios. Em contato com a realidade local, apoiou
as Secretarias de Ação Social para a assistência
das vítimas e iniciou a articulação dos setores
interessados.
Na segunda fase, MSF ampliou sua equipe com um consultor internacional
- especializado em gestão de desastre -, que trouxe os conceitos
de sistema de gestão de desastre natural e capacitou os participantes
do projeto.
Na terceira fase, ficaram estabelecidas a elaboração
dos planos de emergência e a formação das equipes
de intervenção, para posteriores discussões
e análises desses planos junto a MSF.
Durante o projeto, MSF realizou visitas à população
e aos locais atingidos pelas inundações e analisou
as medidas já tomadas pelo município. O plano de ação
de MSF buscou também orientar os participantes para o desenvolvimento
de um trabalho sócio-educativo junto à população
atingida e para um trabalho articulado junto aos setores da sociedade
civil e aos órgãos governamentais. |