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primeira equipe de Médicos Sem Fronteiras (MSF) chegou ao
Brasil em 1991, para combater uma epidemia de cólera entre
o Amazonas e a Colômbia. Com o aumento dramático de
casos de malária no estado de Roraima, principalmente entre
as populações indígenas, nas terras dos índios
Yanomami, Médicos Sem Fronteiras foi convidada a desenvolver
um projeto de longo prazo na área em saúde preventiva.
Em 1994, a equipe estendeu suas atividades a outros grupos, atendendo
também algumas populações do noroeste do estado
do Amazonas como os Macuxi, Wapixana, Ingariko, Tuarepang, Patamona
e Wai-wai.
Em 1997, um novo projeto foi iniciado nas terras dos Yanomami, onde
MSF instalou um sistema básico de saúde funcional
para as populações indígenas, que passou a
ser administrado pelos próprios índios.
Na região do Vale do Javari, as equipes desenvolveram a formação
de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Microscopistas
Indígenas de Malária (MIM) entre as etnias Matis,
Kanamary, Marubo, Maioruna e Culina.
Em 1999, Médicos Sem Fronteiras iniciou mais um trabalho
em Tefé, que atingiu as etnias Miranha, Kanamary, Kambeba,
Kokama, Maku, Ticuna, Deni, Madija-Kulina, Mayuruna e Katukina.
O trabalho, em parceria com a FUNASA (Fundação Nacional
de Saúde) e a Uni-Tefé (União das Nações
Indígenas de Tefé), ajudou a suprir a carência
de um trabalho de saúde preventiva entre as populações
indígenas, normalmente mais suscetíveis a qualquer
forma de doença e infecção. Os maiores desafios
foram combater a malária, a tuberculose, infecções
respiratórias e diarréias, respeitando e promovendo
a saúde tradicional dos índios.
No
final de 1999, o governo brasileiro criou os Distritos Sanitários
Especiais Indígenas (DSEI) para oferecer aos indígenas
atendimento médico e de enfermagem, vacinação,
saúde bucal, prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis, educação em saúde e
encaminhamento aos hospitais mais próximos. A partir desta
iniciativa, Médicos Sem Fronteiras passou a trabalhar com
o governo na estruturação dos DSEIs durante dois anos.
Com a implementação dos DSEIs, MSF finalizou suas
atividades planejadas e decidiu, após 10 anos, terminar suas
ações na região, uma vez que os povos indígenas
atendidos por MSF já tinham acesso a cuidados básicos
de saúde.
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